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Questão de Discrepância de comprimento dos membros (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaDiscrepância de comprimento dos membrosTEPOP 2024

Na discrepância de membros inferiores

  1. o encurtamento pós-traumático normalmente ocorre após fratura de fêmur.
  2. artrite inflamatória e malformações arteriovenosas são causas comuns por diminuição permanente do fluxo sanguíneo.
  3. exames como escanometria e panorâmica de membros não são relevantes para indicar tratamento.
  4. o crescimento excessivo generalizado do membro pode estar associado às síndromes de PROTEUS e KLIPPEL-TRENAUNAY-WEBER.
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Gabarito: D · o crescimento excessivo generalizado do membro pode estar associado às síndromes de PROTEUS e KLIPPEL-TRENAUNAY-WEBER.

Conceito-chave

A discrepância de comprimento dos membros na criança. Um membro pode ficar diferente do outro por encurtamento (o membro acometido cresce menos) ou por hipercrescimento (cresce mais). A causa costuma estar na fise: o que a lesa ou a desliga encurta; o que aumenta o fluxo sanguíneo para ela estimula o crescimento.

As causas pelo mecanismo.

MecanismoExemplos
Encurtamento (congênito)Hemimelia fibular, deficiência femoral, hemiatrofia, pé torto
Encurtamento (adquirido)Lesão fisária (fratura, infecção, tumor), Perthes, DDQ com necrose, epifisiólise, paralisia (pólio, paralisia cerebral), radiação
HipercrescimentoKlippel-Trénaunay, hemangiomas e malformações vasculares, Beckwith-Wiedemann, Proteus, neurofibromatose, fratura diafisária do fêmur, inflamação e infecção metafisária crônica (hiperemia), artrite idiopática juvenil

O Perthes e o encurtamento. Na doença de Legg-Calvé-Perthes, a necrose e o colapso da epífise achatam a cabeça femoral (coxa plana), e a lesão da fise pode encurtar o colo (coxa breva), com o trocânter alto. O membro fica mais curto, em geral de 1 a 2 cm; a discrepância raramente precisa de tratamento.

Por que as outras causas alongam. O aumento do fluxo sanguíneo para a fise estimula o crescimento:

  • nas malformações vasculares (Klippel-Trénaunay, hemangiomas), o membro tem mais vasos e cresce mais;
  • no abscesso de Brodie metafisário e nas infecções crônicas, a hiperemia inflamatória perto da fise estimula o crescimento, desde que a fise não seja destruída;
  • na síndrome de Beckwith-Wiedemann (macroglossia, onfalocele, hemi-hipertrofia), há hemi-hipertrofia, com risco de tumor de Wilms e hepatoblastoma (exige rastreamento com ultrassonografia abdominal).

A avaliação. Escanometria (ou telerradiografia) e idade óssea; a previsão da discrepância final pelo método de Moseley, de Paley (multiplicador) ou de Green-Anderson orienta a epifisiodese ou o alongamento.

O hipercrescimento generalizado de um membro. A síndrome de Proteus (AKT1, hipercrescimento progressivo e assimétrico, nevo cerebriforme) e a síndrome de Klippel-Trénaunay-Weber (malformação capilar, venosa e linfática, com hipercrescimento; o componente arteriovenoso caracteriza a de Parkes Weber) são causas clássicas de hipercrescimento de todo um membro. Outras: Beckwith-Wiedemann (hemi-hipertrofia), neurofibromatose (gigantismo localizado), hemi-hipertrofia isolada.

Os erros das outras afirmações. O encurtamento pós-traumático é menos comum após a fratura de fêmur na criança, que costuma hipercrescer (0,7 a 1 cm entre 2 e 10 anos). A artrite inflamatória e as malformações arteriovenosas causam aumento do fluxo sanguíneo (e hipercrescimento), e não diminuição. A escanometria e a panorâmica dos membros são essenciais para medir e acompanhar a discrepância.

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