A aparência clínica típica do paciente com deficiência congênita do fêmur é com o quadril fletido e
- aduzido, com rotação interna do membro.
- aduzido, com rotação externa do membro.
- abduzido, com rotação externa do membro.
- abduzido, com rotação interna do membro.
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Conceito-chave
A deficiência femoral focal proximal (DFFP). Faz parte do espectro das deficiências longitudinais congênitas do fêmur, que vai do fêmur curto congênito, com quadril normal, até a quase ausência do fêmur proximal. Geralmente é unilateral.
Como a criança se apresenta.
- Coxa muito curta e volumosa.
- Quadril em flexão, abdução e rotação externa.
- Pé geralmente na altura do joelho contralateral.
Associações frequentes. Hemimelia fibular em cerca de metade dos casos, deficiência do LCA e pé com raios ausentes.
A classificação de Aitken. Separa os tipos pela presença da cabeça femoral, pelo acetábulo e pela existência de uma conexão óssea entre a cabeça e a diáfise na maturidade.
| Tipo | Cabeça e acetábulo | Conexão cabeça-diáfise |
|---|---|---|
| A | Cabeça presente; acetábulo normal | Defeito subtrocantérico que ossifica, deixando coxa vara |
| B | Cabeça presente; acetábulo adequado ou levemente displásico | Não ossifica: pseudoartrose persistente no colo |
| C | Cabeça ausente ou só um ossículo; acetábulo muito displásico | Sem articulação útil |
| D | Cabeça e acetábulo ausentes; fêmur muito curto | Sem articulação |
Como raciocinar. Nos tipos A e B existe uma cabeça dentro de um acetábulo, e por isso existe um quadril potencial. A diferença está no que acontece entre a cabeça e a diáfise. No A, a falha cartilaginosa acaba ossificando, e sobra uma coxa vara grave. No B, a falha persiste como pseudoartrose do colo. Nos tipos C e D, não há quadril para reconstruir.
Implicações no tratamento.
- Nos tipos A e B, pode-se pensar em estabilizar o quadril e, em casos selecionados, em alongamento.
- Nos tipos C e D, com o membro muito curto, a regra é a adaptação protética. Ela pode ser associada à artrodese do joelho com amputação de Syme, ou à rotacionplastia de Van Nes, em que o tornozelo girado 180° passa a funcionar como joelho.
- O cálculo da discrepância final dos membros orienta se o caso é de alongamento ou de prótese.
Por que flexão, abdução e rotação externa. Com o fêmur proximal deficiente, os músculos que se inserem nele perdem o contraponto do braço de alavanca normal. O iliopsoas (flexor), os abdutores (glúteos médio e mínimo) e os rotadores externos curtos predominam. O segmento femoral curto fica, então, fletido, abduzido e rodado externamente, e o joelho costuma ter contratura em flexão.
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