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Questão de Deficiências longitudinais dos membros (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaDeficiências longitudinais dos membrosTEPOP 2024

A aparência clínica típica do paciente com deficiência congênita do fêmur é com o quadril fletido e

  1. aduzido, com rotação interna do membro.
  2. aduzido, com rotação externa do membro.
  3. abduzido, com rotação externa do membro.
  4. abduzido, com rotação interna do membro.
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Gabarito: C · abduzido, com rotação externa do membro.

Conceito-chave

A deficiência femoral focal proximal (DFFP). Faz parte do espectro das deficiências longitudinais congênitas do fêmur, que vai do fêmur curto congênito, com quadril normal, até a quase ausência do fêmur proximal. Geralmente é unilateral.

Como a criança se apresenta.

  • Coxa muito curta e volumosa.
  • Quadril em flexão, abdução e rotação externa.
  • Pé geralmente na altura do joelho contralateral.

Associações frequentes. Hemimelia fibular em cerca de metade dos casos, deficiência do LCA e pé com raios ausentes.

A classificação de Aitken. Separa os tipos pela presença da cabeça femoral, pelo acetábulo e pela existência de uma conexão óssea entre a cabeça e a diáfise na maturidade.

TipoCabeça e acetábuloConexão cabeça-diáfise
ACabeça presente; acetábulo normalDefeito subtrocantérico que ossifica, deixando coxa vara
BCabeça presente; acetábulo adequado ou levemente displásicoNão ossifica: pseudoartrose persistente no colo
CCabeça ausente ou só um ossículo; acetábulo muito displásicoSem articulação útil
DCabeça e acetábulo ausentes; fêmur muito curtoSem articulação

Como raciocinar. Nos tipos A e B existe uma cabeça dentro de um acetábulo, e por isso existe um quadril potencial. A diferença está no que acontece entre a cabeça e a diáfise. No A, a falha cartilaginosa acaba ossificando, e sobra uma coxa vara grave. No B, a falha persiste como pseudoartrose do colo. Nos tipos C e D, não há quadril para reconstruir.

Implicações no tratamento.

  • Nos tipos A e B, pode-se pensar em estabilizar o quadril e, em casos selecionados, em alongamento.
  • Nos tipos C e D, com o membro muito curto, a regra é a adaptação protética. Ela pode ser associada à artrodese do joelho com amputação de Syme, ou à rotacionplastia de Van Nes, em que o tornozelo girado 180° passa a funcionar como joelho.
  • O cálculo da discrepância final dos membros orienta se o caso é de alongamento ou de prótese.

Por que flexão, abdução e rotação externa. Com o fêmur proximal deficiente, os músculos que se inserem nele perdem o contraponto do braço de alavanca normal. O iliopsoas (flexor), os abdutores (glúteos médio e mínimo) e os rotadores externos curtos predominam. O segmento femoral curto fica, então, fletido, abduzido e rodado externamente, e o joelho costuma ter contratura em flexão.

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