Na coxa vara do desenvolvimento, o ângulo de HILGENREINER é definido entre o(a)
- eixo diafisário e do colo femoral.
- linha de HILGENREINER e o colo femoral.
- eixo diafisário e a linha epifisária femoral proximal.
- linha de HILGENREINER e a linha epifisária femoral proximal.
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Conceito-chave
A coxa vara. É a redução do ângulo cervicodiafisário do fêmur proximal (normal na criança: cerca de 135 a 145°). Ela pode ser:
- congênita: associada à deficiência femoral congênita (fêmur curto);
- do desenvolvimento: surge no início da marcha, num fêmur normal ao nascer;
- adquirida: sequela de displasias esqueléticas, raquitismo, trauma, infecção, Perthes ou osteotomia.
A coxa vara do desenvolvimento. O defeito está na ossificação da porção inferomedial do colo femoral, junto à fise do colo. Ali se forma um fragmento triangular de osso separado (o triângulo de Fairbank), cercado por uma faixa de cartilagem displásica. O colo fica fraco e cede com a carga.
Por que a fise do colo importa.
- Normalmente, a fise do colo é quase horizontal, e a carga a comprime, estimulando o crescimento normal.
- Na coxa vara, ela fica vertical. A carga passa a produzir forças de cisalhamento sobre a fise, e o colo vai cedendo para varo.
O ângulo de Hilgenreiner-epifisário (HE) mede essa verticalização: é o ângulo entre a linha de Hilgenreiner e uma linha paralela à fise.
- HE menor que 45°: a deformidade tende a regredir espontaneamente.
- HE de 45 a 60°: zona intermediária: acompanhar.
- HE maior que 60°: a deformidade progride e precisa de cirurgia.
O quadro clínico. Marcha de Trendelenburg indolor (bilateral: marcha anserina), encurtamento do membro e limitação da abdução e da rotação interna. O trocanter maior fica alto, e os abdutores, encurtados, perdem eficiência.
O tratamento.
- Osteotomia valgizante subtrocantérica ou intertrocantérica (de Pauwels, por exemplo), quando o HE é maior que 60°, o ângulo cervicodiafisário é menor que 100 a 110°, ou há progressão.
- O objetivo é hipercorrigir, deixando o HE abaixo de cerca de 40°. Assim, a fise volta a ficar horizontal e sob compressão, e o defeito do colo se consolida.
- Às vezes, associa-se a epifisiodese do trocanter maior.
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