Orto Questões

Questão de Coluna e pescoço da criança (TEOT 2025)

Ortopedia pediátricaColuna e pescoço da criançaTEOT 2025

No tratamento cirúrgico do torcicolo congênito, a liberação proximal do músculo esternocleidomastoideo deve ser realizada na inserção óssea, a fim de evitar lesão do nervo:

  1. Frênico.
  2. Acessório.
  3. Hipoglosso.
  4. Cervical transverso.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: B · Acessório.

Conceito-chave

O torcicolo muscular congênito. É a causa mais comum de torcicolo no lactente e é indolor. Resulta da fibrose do músculo esternocleidomastoideo (ECM), provavelmente por uma síndrome compartimental intrauterina ou de parto: o músculo fica encurtado.

A apresentação.

  • Cabeça inclinada para o mesmo lado do ECM acometido e queixo rodado para o lado oposto (o ECM inclina a cabeça para o seu lado e gira a face para o lado contrário).
  • Nódulo ou massa (a "oliva" ou pseudotumor) palpável no ventre do ECM, que aparece nas primeiras semanas de vida (geralmente entre 2 e 4 semanas) e regride em alguns meses.
  • Plagiocefalia e assimetria facial podem se desenvolver se não tratado.
  • Associações: displasia do desenvolvimento do quadril (cerca de 10% a 20%), metatarso aduto, parto difícil ou pélvico (doenças do "aperto" intrauterino).

O diagnóstico diferencial (torcicolo não muscular).

CausaPista
Anomalias ósseas (Klippel-Feil, hemivértebra)Rigidez, radiografia alterada
Torcicolo ocular (paralisia do IV nervo)Corrige quando um olho é tapado
Subluxação rotatória C1-C2 (Grisel)Doloroso, após infecção ou trauma
Tumor de fossa posterior, síndrome de Sandifer (refluxo)Sinais neurológicos ou relação com alimentação

O tratamento. O alongamento passivo e o posicionamento resolvem mais de 90% dos casos no primeiro ano. A cirurgia (liberação do ECM, uni ou bipolar) fica para o torcicolo persistente após 1 ano, com restrição significativa da rotação ou assimetria facial progressiva.

A cirurgia e o nervo acessório. A liberação distal (unipolar) secciona as cabeças esternal e clavicular junto aos ossos, com pequena incisão acima da clavícula; aqui o risco é a veia jugular e os vasos do pescoço. A liberação proximal (no processo mastoide), feita na técnica bipolar para casos graves, deve ser feita diretamente na inserção óssea, porque o nervo acessório (XI par, que inerva o próprio esternocleidomastoideo e o trapézio) penetra no músculo na sua face profunda, no terço superior, a poucos centímetros da mastoide. Seccionar o músculo longe do osso arrisca lesá-lo, com perda da função do trapézio (ombro caído, escápula alada lateral). Também o nervo auricular magno e o facial (na região da mastoide) devem ser protegidos.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo