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Questão de Biomecânica e marcha (TEOT 2025)

Ortopedia pediátricaBiomecânica e marchaTEOT 2025

Indivíduos com doença de PARKINSON sintomática apresentam marcha típica:

  1. Festinante, com passos encurtados.
  2. Escarvante, com passos encurtados.
  3. Festinante, com joelhos em hiperextensão.
  4. Escarvante, com joelhos em hiperextensão.
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Gabarito: A · Festinante, com passos encurtados.

Conceito-chave

Reconhecer a marcha é fazer meio diagnóstico. Muitas doenças neurológicas têm uma marcha característica, que pode ser reconhecida ainda no corredor do consultório.

A marcha da doença de Parkinson. A doença de Parkinson é a degeneração dos neurônios dopaminérgicos da substância negra, nos núcleos da base. Os sinais motores cardinais são a bradicinesia, a rigidez (em roda dentada), o tremor de repouso e a instabilidade postural. A marcha reflete esses sinais:

  • Passos curtos e arrastados, com pouca elevação do pé.
  • Postura fletida: tronco, quadris e joelhos levemente fletidos, cabeça para a frente.
  • Redução do balanço dos braços, muitas vezes assimétrica.
  • Festinação: o paciente inclina o tronco para a frente e os passos ficam cada vez mais curtos e rápidos, como se "perseguisse" o próprio centro de gravidade.
  • Congelamento (freezing): dificuldade para iniciar a marcha, passar por portas ou mudar de direção.
  • Giro em bloco: vira o corpo todo de uma vez, com vários pequenos passos.

As marchas neurológicas, para comparar.

MarchaCaracterísticaCausa típica
Festinante (parkinsoniana)Passos curtos e acelerados, tronco fletidoDoença de Parkinson
Escarvante (steppage)Quadril e joelho fletidos em excesso para o pé caído não tocar o chãoPé caído: lesão do fibular, L5, Charcot-Marie-Tooth
CeifanteMembro rígido em extensão, circunduçãoHemiplegia espástica (AVC)
Em tesouraCoxas cruzam pela aduçãoPC diplégica, lesão medular
AtáxicaBase alargada, cambaleanteLesão cerebelar
AnserinaOscilação lateral do troncoFraqueza dos glúteos médios (distrofias, DDQ bilateral)

O joelho em hiperextensão (recurvato) na marcha. Ocorre por fraqueza do quadríceps (o paciente "trava" o joelho em extensão), por equino (o pé em flexão plantar empurra a tíbia para trás) ou por espasticidade do quadríceps. Não é uma característica da marcha parkinsoniana, que é fletida.

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