Indivíduos com doença de PARKINSON sintomática apresentam marcha típica:
- Festinante, com passos encurtados.
- Escarvante, com passos encurtados.
- Festinante, com joelhos em hiperextensão.
- Escarvante, com joelhos em hiperextensão.
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Conceito-chave
Reconhecer a marcha é fazer meio diagnóstico. Muitas doenças neurológicas têm uma marcha característica, que pode ser reconhecida ainda no corredor do consultório.
A marcha da doença de Parkinson. A doença de Parkinson é a degeneração dos neurônios dopaminérgicos da substância negra, nos núcleos da base. Os sinais motores cardinais são a bradicinesia, a rigidez (em roda dentada), o tremor de repouso e a instabilidade postural. A marcha reflete esses sinais:
- Passos curtos e arrastados, com pouca elevação do pé.
- Postura fletida: tronco, quadris e joelhos levemente fletidos, cabeça para a frente.
- Redução do balanço dos braços, muitas vezes assimétrica.
- Festinação: o paciente inclina o tronco para a frente e os passos ficam cada vez mais curtos e rápidos, como se "perseguisse" o próprio centro de gravidade.
- Congelamento (freezing): dificuldade para iniciar a marcha, passar por portas ou mudar de direção.
- Giro em bloco: vira o corpo todo de uma vez, com vários pequenos passos.
As marchas neurológicas, para comparar.
| Marcha | Característica | Causa típica |
|---|---|---|
| Festinante (parkinsoniana) | Passos curtos e acelerados, tronco fletido | Doença de Parkinson |
| Escarvante (steppage) | Quadril e joelho fletidos em excesso para o pé caído não tocar o chão | Pé caído: lesão do fibular, L5, Charcot-Marie-Tooth |
| Ceifante | Membro rígido em extensão, circundução | Hemiplegia espástica (AVC) |
| Em tesoura | Coxas cruzam pela adução | PC diplégica, lesão medular |
| Atáxica | Base alargada, cambaleante | Lesão cerebelar |
| Anserina | Oscilação lateral do tronco | Fraqueza dos glúteos médios (distrofias, DDQ bilateral) |
O joelho em hiperextensão (recurvato) na marcha. Ocorre por fraqueza do quadríceps (o paciente "trava" o joelho em extensão), por equino (o pé em flexão plantar empurra a tíbia para trás) ou por espasticidade do quadríceps. Não é uma característica da marcha parkinsoniana, que é fletida.
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