Na deficiência focal femoral proximal, o encurtamento muscular provoca alteração na função dos:
- Adutores e flexores do quadril.
- Abdutores e flexores do quadril.
- Adutores e extensores do quadril.
- Abdutores e extensores do quadril.
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Conceito-chave
A deficiência femoral congênita. Também chamada de deficiência femoral focal proximal (PFFD, no espectro mais grave) ou fêmur curto congênito (nas formas leves). É uma falha do desenvolvimento do fêmur, sobretudo da sua parte proximal, que vai desde um fêmur discretamente curto até a quase ausência do osso.
As características.
- Fêmur curto (do encurtamento leve a menos da metade do lado normal), com coxa vara, retroversão e pseudartrose subtrocantérica nas formas graves;
- acetábulo displásico ou ausente;
- coxa curta, em flexão, abdução e rotação externa, com o pé na altura do joelho oposto nos casos graves;
- joelho instável, com ausência dos cruzados.
As associações. A deficiência femoral congênita se associa à hemimelia fibular em 50% a 80% dos casos: as duas fazem parte do mesmo espectro das deficiências pós-axiais do membro inferior. O pé costuma ter equinovalgo, ausência de raios laterais e coalizão tarsal.
A classificação.
| Classificação | Base |
|---|---|
| Aitken (A a D) | Presença da cabeça femoral e do acetábulo, e a conexão entre a cabeça e a diáfise |
| Paley (1 a 4) | Orienta a reconstrução: tipo 1 (fêmur intacto, com ossificação normal ou retardada) até tipo 4 (fêmur distal ausente) |
| Gillespie e Torode | Fêmur curto alongável versus ausência proximal grave |
O tratamento. Depende da discrepância prevista e da estabilidade do quadril e do joelho. Nas formas leves e moderadas: reconstrução do quadril (superquadril de Paley) e do joelho seguida de alongamentos sucessivos. Nas formas graves: prótese com ou sem amputação de Syme, rotacionoplastia de Van Nes (o tornozelo rodado 180° funciona como joelho na prótese) ou fusão do joelho com amputação.
Os músculos do quadril na deficiência femoral. Com o fêmur curto e o quadril instável, o membro assume a postura de flexão, abdução e rotação externa. Os músculos dependem de um fêmur com comprimento e de um trocânter bem posicionado para ter braço de alavanca:
- os abdutores (glúteos médio e mínimo) trabalham encurtados e sem alavanca: marcha de Trendelenburg;
- os extensores (glúteo máximo e isquiotibiais) também ficam encurtados e em desvantagem: o quadril tende a ficar fletido;
- os flexores, ao contrário, predominam e mantêm a contratura em flexão.
A reconstrução do quadril (superquadril de Paley) inclui liberações e transferências musculares justamente para devolver o equilíbrio e a função aos abdutores e extensores antes dos alongamentos.
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