Na doença de LEGG-CALVÉ-PERTHES, a classificação baseada no desfecho radiográfico da doença é a de
- CATTERAL.
- HERRING.
- SALTER-THOMPSON
- STULBERG.
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Conceito-chave
A doença de Legg-Calvé-Perthes e a classificação de Catterall. Perthes é a necrose avascular idiopática da cabeça femoral em crescimento, típica de meninos entre 4 e 8 anos. Catterall (1971) classificou a doença pela extensão do acometimento da epífise, vista nas radiografias em AP e perfil durante a fase de fragmentação:
| Grupo | Extensão do acometimento | Achados |
|---|---|---|
| I | Apenas a parte anterior da epífise | Sem sequestro nem colapso; metáfise preservada |
| II | Até metade anterior | Sequestro central, com colunas medial e lateral preservadas |
| III | Cerca de três quartos | Só uma pequena parte posterior preservada; sequestro grande e alterações metafisárias |
| IV | Toda a cabeça | Colapso total, achatamento e alterações metafisárias difusas |
Os sinais de "cabeça em risco". Catterall descreveu ainda sinais de mau prognóstico: sinal de Gage (rarefação em V na parte lateral da epífise), calcificação lateral à epífise, subluxação lateral, horizontalização da fise e alterações metafisárias difusas.
As fases da doença (Waldenström). Inicial (esclerose e epífise menor), fragmentação (a epífise se divide em pedaços com áreas radiotransparentes), reossificação (osso novo preenche a epífise) e residual (forma final). Para responder a pergunta é preciso juntar as duas informações: quanto da cabeça está acometido e em que fase está.
A limitação. A classificação de Catterall tem baixa concordância entre observadores e só pode ser aplicada após a fragmentação. Por isso, hoje se usa mais a de Herring (pilar lateral), que tem maior valor prognóstico.
As classificações pelo momento da doença.
| Classificação | Quando é usada | O que mede |
|---|---|---|
| Salter-Thompson | Fase inicial | Extensão da fratura subcondral (sinal do crescente): menos (A) ou mais (B) da metade da cabeça |
| Catterall e Herring | Fase de fragmentação | Extensão do acometimento (Catterall) ou altura do pilar lateral (Herring, grupos A, B, B/C e C) |
| Stulberg | Desfecho, na maturidade | Forma da cabeça e congruência com o acetábulo |
A classificação de Stulberg. Avalia o quadril no fim do crescimento e prediz o risco de artrose no adulto:
- I e II: cabeça esférica (congruência esférica), com bom prognóstico;
- III e IV: cabeça não esférica (ovoide ou achatada), mas congruente com o acetábulo, que se moldou a ela (congruência asférica): artrose na meia-idade;
- V: cabeça achatada em um acetábulo normal (incongruência asférica): artrose precoce.
A idade de início é o principal fator prognóstico: crianças com menos de 6 anos têm melhor evolução.
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