Na pseudoartrose congênita de tíbia, segundo a classificação de BOYD, o tipo de pior prognóstico é
- I.
- II.
- III.
- IV.
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Conceito-chave
A pseudoartrose congênita da tíbia (PCT). É uma doença rara em que um segmento da tíbia, geralmente na junção do terço médio com o distal, é displásico e fraco. A tíbia se encurva e, cedo ou tarde, fratura e não consolida. A neurofibromatose tipo 1 está presente em cerca de metade ou mais dos casos. Por outro lado, só uma pequena parcela dos pacientes com NF1 tem PCT.
O tecido doente. Ao redor do foco há um periósteo espessado e um hamartoma fibroso que estrangula o osso e impede a consolidação. A ressecção completa desse tecido é parte fundamental da cirurgia.
O encurvamento da tíbia na criança: a direção diz o diagnóstico.
| Direção | Diagnóstico | Prognóstico |
|---|---|---|
| Anterolateral | Pseudoartrose congênita da tíbia (NF1) | Ruim: tende a fraturar e não consolidar |
| Posteromedial | Encurvamento fisiológico congênito, com pé calcaneovalgo | Bom: corrige espontaneamente; deixa discrepância |
| Anteromedial | Hemimelia fibular (deficiência da fíbula) | Discrepância importante; deformidade do pé e tornozelo |
Como lembrar. Anterolateral é a ruim (a pseudoartrose). Posteromedial é a "boa", que só deixa a perna mais curta. Anteromedial acompanha a ausência da fíbula, com covinha cutânea sobre a tíbia.
Tratamento.
- Antes da fratura: proteger a tíbia com uma órtese (tipo concha, AFO/KAFO) para evitar a fratura. Não se faz osteotomia corretiva para endireitar, porque ela vira pseudoartrose.
- Depois da fratura: a cirurgia é desafiadora. Ela inclui:
- ressecção do tecido hamartomatoso;
- estabilização com haste intramedular (de Williams, por exemplo) ou fixador circular de Ilizarov;
- enxerto ósseo autólogo; o enxerto vascularizado de fíbula é uma opção;
- a técnica de cross-union (união entre tíbia e fíbula) tem mostrado bons resultados.
- A recidiva de fratura é comum, e a haste costuma ser mantida até a maturidade.
- Após várias falhas, a amputação de Syme com prótese é uma opção funcional legítima.
Os tipos de encurvamento da tíbia. A direção do arqueamento é a chave diagnóstica:
| Direção | Diagnóstico | Evolução |
|---|---|---|
| Anterolateral | Pseudoartrose congênita (NF1) | Grave: tende a fraturar e não consolidar |
| Posteromedial | Encurvamento fisiológico congênito | Benigno: corrige espontaneamente, mas deixa discrepância |
| Anteromedial | Deficiência longitudinal da fíbula (hemimelia fibular) | Associada a encurtamento e pé em equinovalgo |
A classificação de Boyd.
| Tipo | Aspecto |
|---|---|
| I | Arqueamento anterior com defeito (pseudartrose) já ao nascimento |
| II | Arqueamento com estreitamento em ampulheta da tíbia, esclerose e canal medular obliterado; fratura espontânea antes dos 2 anos; associado à NF1; o de pior prognóstico |
| III | Cisto ósseo na junção dos terços médio e distal |
| IV | Segmento esclerótico, sem estreitamento, com fratura de estresse que não consolida |
| V | Associado a fíbula displásica |
| VI | Neurofibroma ou schwannoma intraósseo |
Por que o tipo II é o pior. O segmento estreitado e esclerótico é um tecido hamartomatoso com pouco potencial de consolidação; fratura cedo e tem a maior taxa de falha e de refratura após o tratamento.
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