No pé da criança, o último osso do tarso a se ossificar é o
- cuboide.
- navicular.
- primeiro cuneiforme.
- terceiro cuneiforme.
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Conceito-chave
A ossificação do pé. O pé do recém-nascido é em grande parte cartilaginoso. Os ossos do tarso se ossificam a partir de centros primários que aparecem em uma ordem previsível, o que é útil para interpretar radiografias de crianças pequenas e para entender deformidades como o pé torto e o tálus vertical.
A ordem de aparecimento dos centros do tarso.
| Osso | Aparecimento aproximado |
|---|---|
| Calcâneo | 5º a 6º mês de vida fetal (presente ao nascimento) |
| Tálus | 7º mês fetal (presente ao nascimento) |
| Cuboide | Por volta do nascimento (de 37 semanas a 3 meses) |
| Cuneiforme lateral (3º) | Cerca de 1 ano |
| Cuneiforme medial (1º) | Cerca de 2 anos |
| Cuneiforme intermédio (2º) | Cerca de 3 anos |
| Navicular | O último: de 2 a 5 anos (mais cedo nas meninas) |
Por que isso importa.
- No pé torto e no tálus vertical do lactente, o navicular não aparece na radiografia: a sua posição é deduzida pela orientação do 1º metatarso e do tálus. Por isso, o diagnóstico do tálus vertical se baseia na radiografia em flexão plantar máxima (o eixo do tálus não se alinha com o 1º metatarso) e não na visualização direta do navicular.
- Na doença de Köhler (osteonecrose do navicular, em meninos de 4 a 7 anos), o navicular aparece denso, achatado e fragmentado. O fato de ser o último a ossificar e de ser comprimido entre o tálus e os cuneiformes na marcha explica sua vulnerabilidade. A evolução é benigna, com gesso por algumas semanas nos casos dolorosos.
- O calcâneo tem ainda um centro secundário (a apófise posterior, que aparece por volta dos 7 a 8 anos), sede da doença de Sever.
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