Paciente com alteração compensatória da marcha por dismetria dos membros inferiores. Essa descompensação geralmente vai ocorrer quando a discrepância exceder
- 1 cm.
- 2 cm.
- 4 cm.
- 6 cm.
- 8 cm.
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Conceito-chave
A discrepância de comprimento dos membros inferiores. Antes de medir, é preciso separar dois conceitos:
| Tipo | O que é | Como medir |
|---|---|---|
| Real (verdadeira) | Diferença no comprimento ósseo dos membros | Espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) ao maléolo medial |
| Aparente (funcional) | Diferença causada por obliquidade pélvica, contraturas ou escoliose, com ossos iguais | Cicatriz umbilical ao maléolo medial |
Por que da EIAS ao maléolo medial. A EIAS é fixa na pelve e independe da posição; o maléolo medial fica na tíbia, alinhado com o eixo mecânico do membro. O maléolo lateral fica na fíbula, mais posterior e distal, e a medida até ele é menos reprodutível. O trocânter maior não serve como ponto de partida, porque a medida deixaria de fora o colo femoral (e as alterações do quadril, como a coxa vara e a luxação).
Outros métodos clínicos.
- Blocos sob o pé mais curto até nivelar a pelve (cristas ilíacas): o método clínico mais prático e que avalia a discrepância funcional total.
- Teste de Galeazzi: com os joelhos fletidos, o joelho mais baixo indica o lado mais curto (fêmur) ou mais posterior (luxação do quadril).
Os exames de imagem. Escanometria (três exposições sobre uma régua), telerradiografia dos membros inferiores ou EOS (baixa dose). A tomografia (scout) é precisa mesmo com contraturas.
A previsão da discrepância final. Depende da idade óssea e da causa: métodos de Green-Anderson, Moseley (gráfico de retas) e Paley (multiplicador). Orientam a conduta: até 2 cm, palmilha ou nada; de 2 a 5 cm, epifisiodese do lado longo no momento certo; acima de 5 cm, alongamento (fixador externo ou haste alongável), às vezes combinado.
A compensação da discrepância na marcha. O corpo compensa a discrepância para manter a pelve nivelada:
- no lado curto: andar na ponta do pé (equino);
- no lado longo: fletir o joelho no apoio, fazer circundução ou elevar a pelve (vaulting) para o pé passar no balanço;
- na pelve e na coluna: inclinação pélvica e escoliose funcional, que desaparece ao nivelar a pelve com blocos.
O limiar. Pelo ensino clássico, discrepâncias de até cerca de 2 cm são bem toleradas; acima disso, a marcha passa a mostrar compensações evidentes, com maior gasto de energia e sobrecarga. Estudos de marcha mais recentes mostram que compensações mensuráveis podem começar um pouco antes.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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