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Questão de Paralisia cerebral (ENARE R4 Ortopedia 2023)

Ortopedia pediátricaParalisia cerebralENARE R4 Ortopedia 2023

Ao avaliar um paciente apresentando paralisia cerebral, ele é classificado com hemiparesia, que é caracterizada pelo

  1. comprometimento dos membros superiores, sendo a simetria uma importante característica.
  2. comprometimento dos membros inferiores, sendo a simetria uma importante característica.
  3. comprometimento dos membros superiores, sendo a assimetria uma importante característica.
  4. comprometimento de um hemicorpo, sendo a assimetria uma importante característica.
  5. comprometimento de um hemicorpo, sendo a simetria uma importante característica.
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Gabarito: D · comprometimento de um hemicorpo, sendo a assimetria uma importante característica.

Conceito-chave

A paralisia cerebral não é só motora. A paralisia cerebral é uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. Ela produz um distúrbio do movimento e da postura, frequentemente acompanhado de outros problemas: epilepsia, deficiência intelectual, alterações visuais e auditivas, distúrbios da fala e da deglutição.

A classificação topográfica.

TipoMembros acometidosLesão típica
HemiplegiaBraço e perna do mesmo lado; braço piorCortical e subcortical unilateral (infarto da artéria cerebral média)
DiplegiaPernas mais que braçosSubstância branca periventricular (leucomalácia do prematuro)
Quadriplegia (tetraplegia)Os quatro membros, tronco e cabeçaLesão cerebral difusa e grave
Monoplegia / triplegiaUm ou três membrosRaras; muitas vezes hemiplegia ou diplegia leve

Por que a convulsão depende do local da lesão. A crise epiléptica nasce do córtex cerebral. Quanto mais o dano envolve o córtex, maior o risco de epilepsia.

  • Na hemiplegia, a lesão costuma ser cortical (um infarto que atinge o córtex). Por isso, as convulsões são frequentes, em geral focais.
  • Na quadriplegia, o dano cortical é extenso, e a epilepsia é a mais frequente de todas, com o pior controle.
  • Na diplegia espástica do prematuro, a lesão está na substância branca profunda, ao redor dos ventrículos, e o córtex fica relativamente preservado. A epilepsia é menos comum.

A ordem aproximada da frequência de epilepsia. Quadriplegia, depois hemiplegia, depois diplegia. Como a quadriplegia não está entre as alternativas, a hemiplegia é a resposta.

Implicações práticas. A epilepsia influencia o prognóstico global, o risco anestésico e a escolha dos anticonvulsivantes. Alguns deles, como a fenitoína e o ácido valproico, contribuem para a osteopenia e as fraturas, comuns na PC grave.

A hemiplegia (hemiparesia) em detalhe. Acomete um lado do corpo (um hemicorpo): o membro superior e o inferior do mesmo lado, geralmente com o membro superior mais acometido que o inferior. A assimetria é a marca da hemiplegia: a criança usa preferencialmente uma das mãos antes dos 12 a 18 meses (a preferência manual precoce é um sinal de alerta), anda com o braço em flexão e o pé em equino do mesmo lado, e o lado afetado pode ficar mais curto e mais fino. Quase todas as crianças com hemiplegia andam.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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