Ao avaliar um paciente apresentando paralisia cerebral, ele é classificado com hemiparesia, que é caracterizada pelo
- comprometimento dos membros superiores, sendo a simetria uma importante característica.
- comprometimento dos membros inferiores, sendo a simetria uma importante característica.
- comprometimento dos membros superiores, sendo a assimetria uma importante característica.
- comprometimento de um hemicorpo, sendo a assimetria uma importante característica.
- comprometimento de um hemicorpo, sendo a simetria uma importante característica.
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Conceito-chave
A paralisia cerebral não é só motora. A paralisia cerebral é uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. Ela produz um distúrbio do movimento e da postura, frequentemente acompanhado de outros problemas: epilepsia, deficiência intelectual, alterações visuais e auditivas, distúrbios da fala e da deglutição.
A classificação topográfica.
| Tipo | Membros acometidos | Lesão típica |
|---|---|---|
| Hemiplegia | Braço e perna do mesmo lado; braço pior | Cortical e subcortical unilateral (infarto da artéria cerebral média) |
| Diplegia | Pernas mais que braços | Substância branca periventricular (leucomalácia do prematuro) |
| Quadriplegia (tetraplegia) | Os quatro membros, tronco e cabeça | Lesão cerebral difusa e grave |
| Monoplegia / triplegia | Um ou três membros | Raras; muitas vezes hemiplegia ou diplegia leve |
Por que a convulsão depende do local da lesão. A crise epiléptica nasce do córtex cerebral. Quanto mais o dano envolve o córtex, maior o risco de epilepsia.
- Na hemiplegia, a lesão costuma ser cortical (um infarto que atinge o córtex). Por isso, as convulsões são frequentes, em geral focais.
- Na quadriplegia, o dano cortical é extenso, e a epilepsia é a mais frequente de todas, com o pior controle.
- Na diplegia espástica do prematuro, a lesão está na substância branca profunda, ao redor dos ventrículos, e o córtex fica relativamente preservado. A epilepsia é menos comum.
A ordem aproximada da frequência de epilepsia. Quadriplegia, depois hemiplegia, depois diplegia. Como a quadriplegia não está entre as alternativas, a hemiplegia é a resposta.
Implicações práticas. A epilepsia influencia o prognóstico global, o risco anestésico e a escolha dos anticonvulsivantes. Alguns deles, como a fenitoína e o ácido valproico, contribuem para a osteopenia e as fraturas, comuns na PC grave.
A hemiplegia (hemiparesia) em detalhe. Acomete um lado do corpo (um hemicorpo): o membro superior e o inferior do mesmo lado, geralmente com o membro superior mais acometido que o inferior. A assimetria é a marca da hemiplegia: a criança usa preferencialmente uma das mãos antes dos 12 a 18 meses (a preferência manual precoce é um sinal de alerta), anda com o braço em flexão e o pé em equino do mesmo lado, e o lado afetado pode ficar mais curto e mais fino. Quase todas as crianças com hemiplegia andam.
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