Na deformidade de SPRENGEL, a técnica cirúrgica de WOODWARD inclui a transferência da
- origem da musculatura paraescapular para distal.
- inserção da musculatura paraescapular para distal.
- origem da musculatura paraescapular para proximal.
- inserção da musculatura paraescapular para proximal.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A deformidade de Sprengel. É a elevação congênita da escápula, a anomalia congênita mais comum da cintura escapular. Durante a vida embrionária, a escápula se forma na região cervical, por volta da 5ª semana, e desce até sua posição torácica entre a 9ª e a 12ª semana. Na deformidade de Sprengel, essa descida falha.
Os achados.
- Escápula alta, pequena e rodada: o ângulo inferior aponta para medial e o ângulo superomedial fica alto e curvo para a frente.
- Limitação da abdução do ombro, porque a escápula não roda.
- Em cerca de um terço dos casos, há o osso omovertebral: uma barra óssea, cartilaginosa ou fibrosa, que liga o ângulo superomedial da escápula aos processos espinhosos ou às lâminas das vértebras cervicais inferiores.
- Associações: síndrome de Klippel-Feil, escoliose congênita, anomalias de costelas e renais.
A classificação de Cavendish (estética).
| Grau | Gravidade | Aparência |
|---|---|---|
| 1 | Muito leve | Ombros nivelados; sem deformidade visível com a criança vestida |
| 2 | Leve | Ombros quase nivelados; deformidade visível vestido, como um volume na base do pescoço |
| 3 | Moderada | Ombro elevado de 2 a 5 cm; deformidade facilmente visível |
| 4 | Grave | Ombro muito elevado; ângulo superior da escápula perto do occipital |
Não existe grau 0: a escala começa no grau 1.
A classificação radiográfica de Rigault. Usa a altura do ângulo superomedial da escápula em relação à coluna: abaixo de T4 (grau I), entre T2 e T4 (grau II) e acima de T2 (grau III).
O tratamento.
- Graus 1 e 2 de Cavendish: geralmente observação, pois a função costuma ser boa.
- Graus 3 e 4, com limitação funcional ou deformidade estética importante: cirurgia, idealmente entre 3 e 8 anos.
- Woodward: desinserção dos músculos da linha média e reinserção mais baixa.
- Green: liberação dos músculos na escápula, com descida e rotação.
- Em ambas, faz-se a ressecção do osso omovertebral e da porção superomedial da escápula.
- Para proteger o plexo braquial ao abaixar a escápula, muitos associam a osteotomia da clavícula.
As técnicas de Woodward e de Green em detalhe.
- Woodward: os músculos que prendem a escápula à coluna (trapézio e romboides) têm a sua origem (nos processos espinhosos) desinserida da linha média. A escápula é abaixada e rodada até a posição correta, e as origens musculares são reinseridas mais distalmente (mais para baixo) nos processos espinhosos. O osso omovertebral e a porção superomedial da escápula são ressecados.
- Green: os músculos são liberados da escápula (as inserções), a escápula é abaixada, e os músculos são reinseridos nela na nova posição.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo