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Questão de Genuvaro, genuvalgo e torções (Ortopedia)

Ortopedia pediátricaGenuvaro, genuvalgo e torçõesOrtopedia

No defeito femoral focal proximal, no tipo A pela classificação de GILLEPSIE, a cabeça femoral e o acetábulo estão, respectivamente

  1. ausente e normal
  2. presente e normal
  3. ausente e displásico
  4. presente e displásico
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Gabarito: B · presente e normal

Conceito-chave

A deficiência femoral congênita e a grande decisão. O espectro da deficiência femoral vai do fêmur curto congênito até a ausência quase completa do fêmur proximal (DFFP). A pergunta que guia o tratamento é: dá para alongar e reconstruir o membro, ou é melhor adaptá-lo a uma prótese?

A classificação de Gillespie (e Torode). É uma classificação orientada ao tratamento, baseada no comprimento do fêmur e na estabilidade do quadril e do joelho.

GrupoAchadoTratamento
AFêmur curto congênito: o fêmur tem mais de cerca de 50% do comprimento do lado normal; quadril e joelho podem ser tornados funcionais; o pé fica na altura da metade da tíbia contralateral ou abaixoAlongamento e reconstrução
BDFFP verdadeira: fêmur com menos de 50%; quadril instável; o pé fica na altura do joelho contralateral ou acimaAdaptação protética (amputação de Syme, artrodese do joelho, rotacionplastia)
CDeficiências mais graves e raras do fêmurPrótese

Por que o grupo A é o do alongamento. O alongamento só funciona se:

  • o quadril for estável (ou puder ser estabilizado);
  • o joelho for estável e móvel;
  • a discrepância final prevista estiver dentro do alcançável com um ou dois alongamentos.

No grupo A, essas condições existem. No grupo B, a discrepância é enorme, e o quadril e o joelho são instáveis. O alongamento seria uma sequência longa de cirurgias com resultado incerto.

O papel da previsão. Na deficiência femoral, o percentual de encurtamento é constante ao longo do crescimento. Assim, a discrepância final pode ser estimada cedo (método multiplicador de Paley). Uma discrepância final prevista de até cerca de 15 a 20 cm pode ser tratada com alongamentos em centros experientes, desde que o quadril e o joelho sejam preparados antes.

As outras classificações. Aitken (tipos A a D) descreve a anatomia do quadril. Paley (tipos 1 a 4) orienta a reconstrução cirúrgica em etapas. A Gillespie separa, de forma simples, quem é candidato a alongamento de quem é candidato a prótese.

O tipo A de Gillespie em detalhe. Corresponde ao fêmur curto congênito: a cabeça femoral está presente e articulada num acetábulo normal, o quadril e o joelho podem ser tornados funcionais, e o fêmur tem mais de cerca de 50% do comprimento do lado normal. É o grupo dos candidatos a alongamento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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