Na luxação congênita da cabeça do rádio, a direção mais frequente da luxação é
- lateral.
- posterior.
- anterolateral.
- anteromedial.
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Conceito-chave
A anomalia congênita mais comum do cotovelo. Na luxação congênita da cabeça do rádio, a cabeça se desenvolve fora da articulação e, sem o molde do capítulo, cresce deformada.
A direção mais frequente: posterior. A maioria das luxações congênitas é posterior (ou posterolateral). As anteriores e laterais são menos comuns. Essa é uma das pistas para diferenciá-la da luxação traumática não diagnosticada (Monteggia negligenciada), que geralmente é anterior.
Os achados que sugerem a forma congênita.
- Frequentemente bilateral.
- Cabeça do rádio pequena e convexa (cupuliforme), em vez de côncava.
- Colo do rádio alongado e rádio mais longo em relação à ulna.
- Capítulo hipoplásico.
- Ulna reta, sem o arqueamento de uma fratura antiga.
- Sem história de trauma.
- Associações: sinostose radioulnar, síndrome unha-patela (nail-patella), Ehlers-Danlos, Larsen, artrogripose, Klinefelter.
| Aspecto | Congênita | Monteggia negligenciada |
|---|---|---|
| Direção | Posterior | Geralmente anterior |
| Cabeça do rádio | Convexa, colo longo | Forma normal |
| Ulna | Reta | Arqueada |
| Lado | Frequentemente bilateral | Unilateral |
Quadro clínico. Muitas crianças são assintomáticas. Percebe-se uma proeminência posterolateral do cotovelo e alguma limitação da extensão ou da rotação. A dor pode aparecer na adolescência ou na vida adulta.
Tratamento. A tentativa de reduzir a cabeça congênita não funciona, porque a cabeça deformada não se encaixa no capítulo hipoplásico. Observa-se a criança. Se houver dor ou bloqueio na idade adulta, faz-se ressecção da cabeça do rádio após o fim do crescimento.
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