O índice demonstrado na figura é o de

- WIBERG.
- PERKINS.
- REIMERS.
- HILGENHEINER.
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Conceito-chave
Índice de migração de Reimers. Na paralisia cerebral, o quadril nasce normal e se desloca progressivamente pela espasticidade dos adutores e flexores e pela falta de carga. A vigilância radiográfica mede quanto da cabeça femoral já saiu do acetábulo.
Como medir (o que a figura mostra). Na radiografia AP da pelve, traça-se a linha de Hilgenreiner (horizontal, pelas cartilagens trirradiadas) e a linha de Perkins (vertical, pela borda lateral do acetábulo). Mede-se a largura total da cabeça e a parte da cabeça que está lateral à linha de Perkins. O índice de Reimers é:
porcentagem de migração = parte lateral à linha de Perkins / largura total da cabeça × 100
Reimers estudou a estabilidade do quadril e os resultados da cirurgia de partes moles na paralisia cerebral.
Interpretação e conduta.
| Índice de migração | Conduta usual |
|---|---|
| Menor que 30% | Vigilância |
| 30% a 40% (ou progressão de mais de 10% ao ano) | Liberação de partes moles (adutores, psoas) |
| Acima de 40% a 60% | Osteotomia femoral varizante e derrotativa, com ou sem acetabuloplastia (Dega) |
| Luxado e doloroso, irreconstruível | Procedimentos de salvamento |
Vigilância. Radiografia a cada 6 a 12 meses a partir dos 2 anos, com maior risco nos níveis GMFCS IV e V (não deambuladores), conforme as diretrizes de vigilância do quadril.
As outras medidas.
- Wiberg: ângulo centro-borda (CE), cobertura da cabeça em adultos e adolescentes.
- Perkins e Hilgenreiner: linhas de referência usadas para construir o índice e para avaliar a displasia, não índices em si.
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