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Questão de Paralisia cerebral (TEOT 2022)

Ortopedia pediátricaParalisia cerebralTEOT 2022

O índice demonstrado na figura é o de

Figura da questão pediatria-0088
  1. WIBERG.
  2. PERKINS.
  3. REIMERS.
  4. HILGENHEINER.
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Gabarito: C · REIMERS.

Conceito-chave

Índice de migração de Reimers. Na paralisia cerebral, o quadril nasce normal e se desloca progressivamente pela espasticidade dos adutores e flexores e pela falta de carga. A vigilância radiográfica mede quanto da cabeça femoral já saiu do acetábulo.

Como medir (o que a figura mostra). Na radiografia AP da pelve, traça-se a linha de Hilgenreiner (horizontal, pelas cartilagens trirradiadas) e a linha de Perkins (vertical, pela borda lateral do acetábulo). Mede-se a largura total da cabeça e a parte da cabeça que está lateral à linha de Perkins. O índice de Reimers é:

porcentagem de migração = parte lateral à linha de Perkins / largura total da cabeça × 100

Reimers estudou a estabilidade do quadril e os resultados da cirurgia de partes moles na paralisia cerebral.

Interpretação e conduta.

Índice de migraçãoConduta usual
Menor que 30%Vigilância
30% a 40% (ou progressão de mais de 10% ao ano)Liberação de partes moles (adutores, psoas)
Acima de 40% a 60%Osteotomia femoral varizante e derrotativa, com ou sem acetabuloplastia (Dega)
Luxado e doloroso, irreconstruívelProcedimentos de salvamento

Vigilância. Radiografia a cada 6 a 12 meses a partir dos 2 anos, com maior risco nos níveis GMFCS IV e V (não deambuladores), conforme as diretrizes de vigilância do quadril.

As outras medidas.

  • Wiberg: ângulo centro-borda (CE), cobertura da cabeça em adultos e adolescentes.
  • Perkins e Hilgenreiner: linhas de referência usadas para construir o índice e para avaliar a displasia, não índices em si.

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