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Questão de Paralisia cerebral (TEOT 2022)

Ortopedia pediátricaParalisia cerebralTEOT 2022

Feminino, 12 anos, com história de anoxia perinatal e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Analisando a marcha, a paciente é classificada como tendo uma

Figura da questão pediatria-0086
  1. diplegia espástica.
  2. hemiplegia espástica.
  3. monoplegia espástica.
  4. tetraplegia espástica.
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Gabarito: A · diplegia espástica.

Conceito-chave

A imagem. Uma adolescente de 12 anos, com história de anóxia perinatal e atraso do desenvolvimento, fotografada andando. Os dois membros inferiores estão acometidos: os joelhos se aproximam (adução e rotação interna dos quadris), os joelhos estão em flexão e os pés em equino e valgo, com apoio na ponta. Os membros superiores parecem livres, usados normalmente. É uma diplegia espástica.

A classificação topográfica da paralisia cerebral espástica.

TipoDistribuiçãoCausa típica
DiplegiaMembros inferiores muito mais afetados que os superioresPrematuridade, leucomalácia periventricular; também anóxia perinatal
HemiplegiaUm lado do corpo (membro superior geralmente mais afetado)AVC perinatal, malformações
Tetraplegia (quadriplegia)Quatro membros, tronco e controle da cabeçaAnóxia grave, infecções, malformações
MonoplegiaUm só membro (rara; muitas vezes hemiplegia leve)

Por que a diplegia afeta mais as pernas. Na leucomalácia periventricular do prematuro, a lesão da substância branca ao redor dos ventrículos atinge primeiro as fibras do trato corticoespinal que vão para os membros inferiores, que passam mais perto dos ventrículos. As fibras para os braços, mais laterais, são poupadas.

A marcha da diplegia espástica.

  • Tesoura: adução e rotação interna dos quadris, com os joelhos se cruzando.
  • Joelho fletido (marcha agachada, crouch) ou joelho rígido.
  • Equino do tornozelo, às vezes com pé plano valgo.
  • Inclinação anterior da pelve e hiperlordose.

A importância do GMFCS. A maioria das crianças com diplegia anda (níveis I a III). O tratamento combina fisioterapia, órteses, toxina botulínica e, frequentemente, a cirurgia em múltiplos níveis num só tempo (alongamentos, transferências e osteotomias derrotativas), planejada pela análise da marcha.

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