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Questão de Sinovite transitória e artrite séptica do quadril (TARO 2014)

Ortopedia pediátricaSinovite transitória e artrite séptica do quadrilTARO 2014

Na sinovite transitória do quadril da criança, a taxa anual de recorrência é de

  1. 0,4%.
  2. 4%.
  3. 14%.
  4. 24%.
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Gabarito: B · 4%.

Conceito-chave

A sinovite transitória do quadril. É a causa mais comum de dor no quadril e claudicação na criança, sobretudo entre 3 e 8 anos, com predomínio em meninos. É uma inflamação autolimitada da sinovial. Muitas vezes, aparece após uma infecção viral das vias aéreas. A causa exata não é conhecida.

O quadro clínico.

  • Início agudo de dor no quadril, na coxa ou no joelho (dor referida).
  • Claudicação, mas a criança geralmente consegue apoiar o membro.
  • Quadril em flexão, abdução e rotação externa, a posição de maior volume da cápsula, com limitação dolorosa da rotação interna.
  • Febre ausente ou baixa, bom estado geral.
  • Exames com VHS, PCR e leucócitos normais ou pouco alterados.
  • Derrame articular na ultrassonografia.

O diagnóstico de exclusão. A grande preocupação é não deixar passar a artrite séptica. Os critérios de Kocher (não apoia, febre acima de 38,5 °C, VHS acima de 40, leucócitos acima de 12.000, e PCR acima de 2 mg/dL, acrescentada por Caird) orientam a suspeita. Na dúvida, faz-se a punção articular.

O tratamento e a evolução.

  • Repouso relativo e anti-inflamatórios (ibuprofeno).
  • Os sintomas melhoram em poucos dias e desaparecem em até 1 a 2 semanas.
  • Se a dor persistir por mais tempo, deve-se pensar em outro diagnóstico (Perthes, artrite idiopática juvenil, osteomielite, tumor).

A recorrência. A sinovite transitória pode voltar. As séries mostram uma taxa de recorrência de cerca de 4% ao ano, e uma recorrência acumulada maior com seguimentos longos. A maioria das recorrências ocorre nos primeiros 6 meses. As crises repetidas justificam acompanhar a criança e repetir a radiografia, porque uma pequena parcela evolui com doença de Legg-Calvé-Perthes.

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