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Questão de Doença de Legg-Calvé-Perthes (TARO 2015)

Ortopedia pediátricaDoença de Legg-Calvé-PerthesTARO 2015

Na doença de LEGG-CALVÉ-PERTHES, a subluxação e o achatamento da cabeça femoral ocorrem na fase de

  1. necrose.
  2. fragmentação.
  3. reossificação.
  4. residual.
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Gabarito: B · fragmentação.

Conceito-chave

As fases de Waldenström e o risco de cada uma. A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose avascular da epífise femoral que passa por fases radiográficas previsíveis. Saber o que acontece em cada fase explica quando a cabeça corre risco de se deformar.

FaseO que aconteceRisco para a forma da cabeça
Inicial (necrose)Cabeça densa e um pouco menor, alargamento do espaço articular medial, fratura subcondral (sinal do crescente)A cabeça ainda mantém a forma
FragmentaçãoO osso morto é reabsorvido e substituído por tecido fibrovascular; a epífise se divide em fragmentos e fica moleMáximo: a cabeça achata, colapsa e extrui (sobe e sai para lateral)
ReossificaçãoOsso novo preenche a epífise a partir da periferiaA cabeça endurece; a forma vai se definindo
ResidualRemodelação até a maturidadeA forma final está estabelecida

Por que na fragmentação. É a fase em que a epífise está biologicamente plástica: o osso morto foi removido e o novo ainda não se formou. Nesse momento, a cabeça é como argila: sob a carga do corpo e a pressão da borda lateral do acetábulo, ela achata e tende a subluxar para lateral. A porção lateral, sem a cobertura do acetábulo, pode crescer para fora (extrusão) e formar a deformidade em dobradiça (hinge abduction), em que a cabeça bate na borda do acetábulo durante a abdução.

A lógica da contenção. O tratamento busca manter a cabeça contida dentro do acetábulo durante a fragmentação, para que ela se remodele usando o acetábulo como molde e saia esférica. A contenção pode ser:

  • não cirúrgica: manter a mobilidade (sobretudo a abdução) com fisioterapia; órteses de abdução (pouco usadas hoje);
  • cirúrgica: osteotomia varizante do fêmur ou osteotomia de Salter (ou ambas), indicadas principalmente em crianças acima de 8 anos com pilar lateral B ou B/C.

Quando operar. A cirurgia de contenção tem melhor efeito no início da fase de fragmentação; depois que a cabeça já se deformou e reossificou, a contenção não funciona, e restam as cirurgias de salvamento (osteotomia valgizante para a dobradiça, osteotomia de Chiari ou de prateleira).

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