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Questão de Mielomeningocele (TARO 2015)

Ortopedia pediátricaMielomeningoceleTARO 2015

Na mielomeningocele, as fraturas ocorrem frequentemente na extremidade

  1. distal do fêmur.
  2. distal da tíbia.
  3. proximal do fêmur.
  4. proximal da tíbia.
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Gabarito: A · distal do fêmur.

Conceito-chave

Por que o osso da mielomeningocele quebra. Na mielomeningocele, os membros inferiores abaixo do nível neurológico têm três problemas:

  • Osteopenia, por falta de carga e de contração muscular, agravada pela imobilização.
  • Insensibilidade: a criança não sente a fratura e não protege o membro.
  • Contraturas articulares que funcionam como alavancas.

Por isso, as fraturas acontecem com trauma mínimo: fisioterapia, troca de fralda, transferências, ou logo depois de tirar um gesso pós-operatório. As fraturas são mais frequentes nos níveis neurológicos mais altos (torácico e lombar alto), em que a criança não deambula.

Onde ocorrem. A região mais comum é a extremidade distal do fêmur, na metáfise supracondiliana. Depois vêm a tíbia proximal e a diáfise do fêmur. A metáfise distal do fêmur sofre o maior braço de alavanca durante as manobras de mobilização e as transferências.

Como se apresentam: a armadilha da "infecção". Como não há dor, a fratura aparece como:

  • Coxa ou perna quente, vermelha e inchada;
  • febre e aumento de VHS e de leucócitos.

O quadro imita osteomielite, celulite ou trombose. A radiografia pode mostrar um calo exuberante e reação periosteal intensa, que pode ser confundida com infecção ou tumor.

Lesões da fise. Também são comuns lesões fisárias por estresse repetido. A fise fica alargada e irregular, lembrando uma articulação de Charcot, e cicatriza lentamente.

Tratamento.

  • Imobilização curta e acolchoada (tala ou gesso bem almofadado), pelo menor tempo possível.
  • A consolidação costuma ser rápida e com calo abundante.
  • Evitar imobilizações longas: aumentam a osteopenia e geram novas fraturas, num ciclo vicioso.
  • Cuidado com úlceras de pressão, porque a pele é insensível.
  • Pequenos desvios são aceitos, já que o membro tem função limitada.

Prevenção. Ortostatismo com órteses quando possível, mobilização cuidadosa, retirada gradual de gessos e atenção à vitamina D.

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