Na mielomeningocele, as fraturas ocorrem frequentemente na extremidade
- distal do fêmur.
- distal da tíbia.
- proximal do fêmur.
- proximal da tíbia.
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Conceito-chave
Por que o osso da mielomeningocele quebra. Na mielomeningocele, os membros inferiores abaixo do nível neurológico têm três problemas:
- Osteopenia, por falta de carga e de contração muscular, agravada pela imobilização.
- Insensibilidade: a criança não sente a fratura e não protege o membro.
- Contraturas articulares que funcionam como alavancas.
Por isso, as fraturas acontecem com trauma mínimo: fisioterapia, troca de fralda, transferências, ou logo depois de tirar um gesso pós-operatório. As fraturas são mais frequentes nos níveis neurológicos mais altos (torácico e lombar alto), em que a criança não deambula.
Onde ocorrem. A região mais comum é a extremidade distal do fêmur, na metáfise supracondiliana. Depois vêm a tíbia proximal e a diáfise do fêmur. A metáfise distal do fêmur sofre o maior braço de alavanca durante as manobras de mobilização e as transferências.
Como se apresentam: a armadilha da "infecção". Como não há dor, a fratura aparece como:
- Coxa ou perna quente, vermelha e inchada;
- febre e aumento de VHS e de leucócitos.
O quadro imita osteomielite, celulite ou trombose. A radiografia pode mostrar um calo exuberante e reação periosteal intensa, que pode ser confundida com infecção ou tumor.
Lesões da fise. Também são comuns lesões fisárias por estresse repetido. A fise fica alargada e irregular, lembrando uma articulação de Charcot, e cicatriza lentamente.
Tratamento.
- Imobilização curta e acolchoada (tala ou gesso bem almofadado), pelo menor tempo possível.
- A consolidação costuma ser rápida e com calo abundante.
- Evitar imobilizações longas: aumentam a osteopenia e geram novas fraturas, num ciclo vicioso.
- Cuidado com úlceras de pressão, porque a pele é insensível.
- Pequenos desvios são aceitos, já que o membro tem função limitada.
Prevenção. Ortostatismo com órteses quando possível, mobilização cuidadosa, retirada gradual de gessos e atenção à vitamina D.
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