Na marcha normal, a rotação pélvica no plano transverso proporciona, em conjunto com a flexão do quadril, um deslocamento
- anterior que resulta em menor oscilação vertical do tronco.
- posterior que resulta em menor oscilação vertical do tronco.
- anterior que resulta em menor oscilação horizontal do tronco.
- posterior que resulta em menor oscilação horizontal do tronco.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A marcha e o centro de gravidade. O centro de gravidade do corpo fica à frente da 2ª vértebra sacral. Na marcha, ele não anda em linha reta: descreve uma curva suave (senoidal) nos planos vertical e horizontal. A eficiência da marcha depende de minimizar essas oscilações, porque cada subida e descida custa energia.
As oscilações normais.
| Plano | Oscilação |
|---|---|
| Vertical | Cerca de 4,5 a 5 cm |
| Lateral (horizontal) | Cerca de 4 a 5 cm, para o lado do membro de apoio |
Onde ficam os extremos no plano vertical.
- Mais baixo: no contato inicial (duplo apoio), quando as pernas estão abertas.
- Mais alto: no apoio médio, quando o corpo passa por cima do membro de apoio estendido.
Os determinantes da marcha de Saunders (1953). São os mecanismos que achatam a curva e reduzem o gasto de energia:
- rotação pélvica no plano transverso: a pelve avança com o membro em balanço, alongando o passo e diminuindo a queda;
- inclinação pélvica no plano frontal: a pelve cai do lado do balanço, reduzindo a subida no apoio médio;
- flexão do joelho no apoio (cerca de 15°): abaixa o pico do apoio médio;
- mecanismos do pé e do tornozelo (rolamentos do calcanhar, do tornozelo e do antepé): suavizam a curva;
- joelho e deslocamento lateral da pelve, com base estreita pelo valgo fisiológico do joelho.
Sem esses determinantes (por exemplo, com o joelho artrodesado ou a pelve rígida), a oscilação vertical seria bem maior, e o gasto de energia sobe muito. É o que se vê nas marchas patológicas, como na paralisia cerebral, na amputação e na artrodese do quadril.
A marcha na criança. A marcha madura (padrão adulto) se estabelece por volta dos 3 a 4 anos, com a cadência caindo e o comprimento do passo aumentando com o crescimento até cerca dos 7 anos.
A rotação pélvica em detalhe. No plano transverso, a pelve gira cerca de 4° para cada lado (8° no total). Do lado do membro em balanço, a pelve avança para anterior; junto com a flexão do quadril, isso alonga o passo sem que as pernas precisem se abrir tanto. Com as pernas menos abertas no duplo apoio, o centro de gravidade cai menos no ponto mais baixo da curva, e a oscilação vertical diminui.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo