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Questão de Marcha na criança (TARO 2021)

Ortopedia pediátricaMarcha na criançaTARO 2021

Na marcha normal, a rotação pélvica no plano transverso proporciona, em conjunto com a flexão do quadril, um deslocamento

  1. anterior que resulta em menor oscilação vertical do tronco.
  2. posterior que resulta em menor oscilação vertical do tronco.
  3. anterior que resulta em menor oscilação horizontal do tronco.
  4. posterior que resulta em menor oscilação horizontal do tronco.
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Gabarito: A · anterior que resulta em menor oscilação vertical do tronco.

Conceito-chave

A marcha e o centro de gravidade. O centro de gravidade do corpo fica à frente da 2ª vértebra sacral. Na marcha, ele não anda em linha reta: descreve uma curva suave (senoidal) nos planos vertical e horizontal. A eficiência da marcha depende de minimizar essas oscilações, porque cada subida e descida custa energia.

As oscilações normais.

PlanoOscilação
VerticalCerca de 4,5 a 5 cm
Lateral (horizontal)Cerca de 4 a 5 cm, para o lado do membro de apoio

Onde ficam os extremos no plano vertical.

  • Mais baixo: no contato inicial (duplo apoio), quando as pernas estão abertas.
  • Mais alto: no apoio médio, quando o corpo passa por cima do membro de apoio estendido.

Os determinantes da marcha de Saunders (1953). São os mecanismos que achatam a curva e reduzem o gasto de energia:

  • rotação pélvica no plano transverso: a pelve avança com o membro em balanço, alongando o passo e diminuindo a queda;
  • inclinação pélvica no plano frontal: a pelve cai do lado do balanço, reduzindo a subida no apoio médio;
  • flexão do joelho no apoio (cerca de 15°): abaixa o pico do apoio médio;
  • mecanismos do pé e do tornozelo (rolamentos do calcanhar, do tornozelo e do antepé): suavizam a curva;
  • joelho e deslocamento lateral da pelve, com base estreita pelo valgo fisiológico do joelho.

Sem esses determinantes (por exemplo, com o joelho artrodesado ou a pelve rígida), a oscilação vertical seria bem maior, e o gasto de energia sobe muito. É o que se vê nas marchas patológicas, como na paralisia cerebral, na amputação e na artrodese do quadril.

A marcha na criança. A marcha madura (padrão adulto) se estabelece por volta dos 3 a 4 anos, com a cadência caindo e o comprimento do passo aumentando com o crescimento até cerca dos 7 anos.

A rotação pélvica em detalhe. No plano transverso, a pelve gira cerca de 4° para cada lado (8° no total). Do lado do membro em balanço, a pelve avança para anterior; junto com a flexão do quadril, isso alonga o passo sem que as pernas precisem se abrir tanto. Com as pernas menos abertas no duplo apoio, o centro de gravidade cai menos no ponto mais baixo da curva, e a oscilação vertical diminui.

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