Em relação à classificação de Espinosa para as metatarsalgias, assinale a alternativa que apresenta apenas causas primárias.
- Hipermobilidade do primeiro metatarsocuneiforme e Braquimetatarsia.
- Hipermobilidade do primeiro metatarsocuneiforme e Artrite Reumatoide.
- Artrite Reumatoide e Braquimetatarsia.
- Artrite Reumatoide e Pé Plano.
- Braquimetatarsia e Síndrome do Túnel Tarsiano.
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Conceito-chave
Metatarsalgia descreve dor sob as cabeças dos metatarsos. Na classificação etiológica associada a Espinosa, a pergunta central é por que a carga se concentrou ali. As formas primárias resultam de alterações anatômicas ou biomecânicas do próprio antepé que redistribuem a pressão na marcha. As secundárias decorrem de outra doença ou lesão, como artrite inflamatória ou neuropatia; há ainda formas iatrogênicas após intervenções que mudam o apoio metatarsal.
A insuficiência do primeiro raio é um mecanismo primário importante. Se a primeira articulação tarsometatarsal é excessivamente móvel, o primeiro raio pode deixar de receber parte adequada da carga durante a propulsão. Essa pressão se transfere para os metatarsos menores. Uma discrepância estrutural de comprimento, como na braquimetatarsia, também muda o padrão de apoio. Por isso hipermobilidade da primeira metatarsocuneiforme e braquimetatarsia formam o par primário da alternativa A.
A artrite reumatoide é o contraste que resolve três distratores: a doença sistêmica pode produzir sinovite, instabilidade metatarsofalângica e deformidades que causam dor no antepé, mas é classificada como causa secundária. Síndrome do túnel tarsiano é neuropatia compressiva, não uma alteração primária da fórmula metatarsal. Pé plano pode alterar a mecânica do primeiro raio e figurar entre mecanismos primários em algumas tabelas; na opção em que aparece, porém, está associado à artrite reumatoide, de modo que o par não contém apenas causas primárias.
Essa classificação orienta o raciocínio clínico, mas não dispensa examinar local da dor, calosidades, alinhamento, mobilidade do primeiro raio e doenças sistêmicas. A presença de uma deformidade não prova, isoladamente, que ela seja a fonte dos sintomas.
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