Uma gestante de 40 anos de idade, com 35 semanas de gestação, compareceu ao consultório, pois, durante a última ultrassonografia, foi informada de que seu feto, do sexo feminino, apresenta uma deformidade em pé esquerdo, característica de pé torto congênito. A paciente nega história familiar prévia e outras alterações associadas. Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: O pé torto congênito é mais comum no sexo masculino. O envolvimento bilateral ocorre na metade dos casos e, quando unilateral, é mais frequente à direita.
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Conceito-chave
Epidemiologia do pé torto congênito idiopático. É uma das malformações congênitas musculoesqueléticas mais comuns.
| Característica | Dado |
|---|---|
| Incidência | Cerca de 1 a 2 por 1.000 nascidos vivos |
| Sexo | Masculino, cerca de 2:1 |
| Bilateralidade | Cerca de 50% |
| Lado nos unilaterais | Discreto predomínio à direita |
| Herança | Multifatorial; risco maior com parente afetado |
Fatores de risco e associações.
- História familiar: o risco sobe quando um dos pais ou irmãos é afetado (paradoxo de Carter: quando a menina, sexo menos afetado, tem o pé torto, o risco para os irmãos é maior).
- Tabagismo materno.
- Etnia: muito mais frequente em polinésios.
- Formas não idiopáticas: artrogripose, mielomeningocele, síndromes genéticas, que costumam ser mais rígidas.
Genética. Genes como PITX1 e TBX4 foram associados ao pé torto, mas a maioria dos casos tem causa multifatorial.
O caso da questão. Um feto do sexo feminino com pé torto unilateral à esquerda é uma apresentação menos típica, mas perfeitamente possível.
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