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Questão de Pé diabético e neuroartropatia de Charcot (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Pé e tornozeloPé diabético e neuroartropatia de CharcotENARE R4 Ortopedia 2025

A Classificação de Wagner é a mais utilizada para avaliar a gravidade e o grau de exposição das úlceras plantares em pacientes diabéticos e com alteração da sensibilidade. Nessa classificação, o grau correspondente a úlceras profundas, com presença de abcesso e osteomielite, é o grau:

  1. I;
  2. II;
  3. III;
  4. IV;
  5. V. 
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Gabarito: C · III;

Conceito-chave

Classificação de Wagner das úlceras do pé diabético. Classifica a profundidade da lesão e a presença de infecção ou gangrena. É simples e muito usada, embora não avalie bem a isquemia e a infecção isoladamente.

GrauDescrição
0Pé de risco, sem úlcera (deformidades, calosidades)
1Úlcera superficial, sem infecção
2Úlcera profunda, atingindo tendão, cápsula ou osso, sem abscesso ou osteomielite
3Úlcera profunda com abscesso, osteomielite ou artrite séptica
4Gangrena localizada (dedos, antepé)
5Gangrena extensa de todo o pé

Outras classificações. A da Universidade do Texas combina profundidade (0 a 3) com estágios de infecção e isquemia (A a D), com melhor valor prognóstico. A WIfI (ferida, isquemia e infecção) é usada pela cirurgia vascular.

Tratamento conforme o grau.

  • Graus 1 e 2: desbridamento, alívio de carga (gesso de contato total), curativos e controle glicêmico.
  • Grau 3: drenagem do abscesso, desbridamento do osso infectado, antibiótico guiado por cultura óssea.
  • Graus 4 e 5: avaliação vascular, revascularização quando possível e amputações.

Fatores fundamentais. Neuropatia (perda da sensibilidade protetora), deformidades, isquemia e infecção. O teste do monofilamento e a avaliação dos pulsos são essenciais.

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