A Classificação de Wagner é a mais utilizada para avaliar a gravidade e o grau de exposição das úlceras plantares em pacientes diabéticos e com alteração da sensibilidade. Nessa classificação, o grau correspondente a úlceras profundas, com presença de abcesso e osteomielite, é o grau:
- I;
- II;
- III;
- IV;
- V.
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Conceito-chave
Classificação de Wagner das úlceras do pé diabético. Classifica a profundidade da lesão e a presença de infecção ou gangrena. É simples e muito usada, embora não avalie bem a isquemia e a infecção isoladamente.
| Grau | Descrição |
|---|---|
| 0 | Pé de risco, sem úlcera (deformidades, calosidades) |
| 1 | Úlcera superficial, sem infecção |
| 2 | Úlcera profunda, atingindo tendão, cápsula ou osso, sem abscesso ou osteomielite |
| 3 | Úlcera profunda com abscesso, osteomielite ou artrite séptica |
| 4 | Gangrena localizada (dedos, antepé) |
| 5 | Gangrena extensa de todo o pé |
Outras classificações. A da Universidade do Texas combina profundidade (0 a 3) com estágios de infecção e isquemia (A a D), com melhor valor prognóstico. A WIfI (ferida, isquemia e infecção) é usada pela cirurgia vascular.
Tratamento conforme o grau.
- Graus 1 e 2: desbridamento, alívio de carga (gesso de contato total), curativos e controle glicêmico.
- Grau 3: drenagem do abscesso, desbridamento do osso infectado, antibiótico guiado por cultura óssea.
- Graus 4 e 5: avaliação vascular, revascularização quando possível e amputações.
Fatores fundamentais. Neuropatia (perda da sensibilidade protetora), deformidades, isquemia e infecção. O teste do monofilamento e a avaliação dos pulsos são essenciais.
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