Um paciente de 28 anos, praticante de esportes, apresenta dor e edema no pé direito após uma entorse durante uma corrida. A radiografia revela fratura de Jones sem desvio (fratura da base do quinto metatarso). O tratamento mais indicado para o paciente é:
- imobilização com bota ortopédica por 6 semanas;
- redução fechada e uso de tala gessada;
- cirurgia de fixação com parafuso intramedular;
- administração de anti-inflamatórios e repouso absoluto;
- fisioterapia intensiva para recuperação funcional.
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Conceito-chave
Fraturas da base do quinto metatarso. São divididas em três zonas, com prognósticos diferentes.
| Zona | Localização | Nome | Tratamento habitual |
|---|---|---|---|
| 1 | Tuberosidade | Avulsão (fratura do "dançarino") | Conservador, carga conforme tolerado |
| 2 | Junção metáfise-diáfise, atingindo a articulação entre o quarto e o quinto metatarsos | Fratura de Jones | Conservador sem carga ou parafuso |
| 3 | Diáfise proximal, distal à articulação | Fratura por estresse | Frequentemente cirúrgico |
Por que a fratura de Jones é diferente. A zona 2 é uma área de irrigação limítrofe (divisor de águas entre a irrigação metafisária e a artéria nutrícia), e as forças de tensão são altas. Por isso, tem alto risco de retardo de consolidação e de pseudoartrose.
Tratamento conservador. Imobilização (gesso ou bota) sem carga por cerca de 6 a 8 semanas, com consolidação na maioria dos casos, mas com período prolongado e taxas de pseudoartrose de até 15% a 30% em algumas séries.
Tratamento cirúrgico. Parafuso intramedular canulado: consolidação mais rápida e retorno mais precoce ao esporte; preferido em atletas, em pacientes com fraturas por estresse (zona 3), em pseudoartroses e em fraturas com desvio.
Fator de risco. Pé cavo varo, que sobrecarrega a borda lateral.
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