Um paciente de 40 anos sofreu uma queda de uma escada, apresentando dor intensa no tornozelo direito e incapacidade de suportar peso. A radiografia mostra fratura bimaleolar tipo C da Webber. O tratamento mais indicado para esse paciente é:
- imobilização com tala gessada e repouso absoluto;
- redução fechada sob anestesia local e uso de bota ortopédica;
- fixação interna com placa e parafusos;
- aplicação de gesso por 8 semanas;
- fixação interna com fios de kirschner e cerclagem.
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Conceito-chave
A combinação bimaleolar e suprassindesmal (Weber C) aponta para uma lesão instável do encaixe. Neste adulto de 40 anos, a melhor opção oferecida é redução e fixação interna com placa e parafusos, alternativa C (Rockwood, 10ª ed., cap. 65).
O problema não é apenas consolidar dois ossos. A falha lateral e medial permite perder o centramento do tálus; a fixação busca recuperar comprimento e alinhamento da fíbula, congruência medial e estabilidade até consolidar. A sindesmose também precisa ser avaliada: Weber C alerta para lesão associada, mas a letra isolada não determina qual montagem sindesmótica será necessária.
Tala inicial e tratamento definitivo têm funções diferentes. A tala pode proteger temporariamente o tornozelo enquanto se avaliam pele, edema e redução. Isso não demonstra que uma lesão instável permanecerá reduzida sem estabilização. O resumo admite tratamento conservador selecionado, sobretudo sem desvio e em pacientes idosos ou debilitados, com vigilância; o enunciado não fornece essas condições para preferi-lo.
A escolha do implante depende do traço de cada maléolo. Fios e banda de tensão podem servir a um fragmento medial pequeno, mas essa possibilidade não sustenta substituir toda a fixação de uma bimaleolar C por fios e cerclagem.
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