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Questão de Tendões fibulares e outras tendinopatias (TARO 2006)

Pé e tornozeloTendões fibulares e outras tendinopatiasTARO 2006

No tratamento cirúrgico da lesão aguda do tendão do calcâneo, o reforço da sutura com o tendão fibular, com o plantar delgado ou com o próprio gastrocnêmio leva a menor índice de re-ruptura do que a sutura simples do tendão.

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Gabarito: –

Conceito-chave

A ruptura aguda do tendão calcâneo. É típica do homem de 30 a 50 anos, esportista de fim de semana, num movimento de impulsão (arrancada, salto). Ocorre geralmente a 2 a 6 cm da inserção, na zona de menor irrigação do tendão. O paciente sente uma "pedrada" na panturrilha. O teste de Thompson (apertar a panturrilha sem flexão plantar do pé) confirma o diagnóstico.

As opções de tratamento.

TratamentoVantagensDesvantagens
Funcional (órtese com salto, carga precoce)Sem risco cirúrgicoRe-ruptura um pouco maior em alguns estudos
Sutura abertaRe-ruptura baixaComplicações da ferida e infecção
Sutura minimamente invasiva ou percutâneaMenos complicações de feridaRisco ao nervo sural

O reforço da sutura. Algumas técnicas reforçam a sutura primária com tecido do próprio paciente:

  • Plantar delgado: espalhado sobre a sutura (técnica de Lynn).
  • Fibular curto: transferido para o calcâneo.
  • Faixa do gastrocnêmio (técnica de Silfverskiöld ou Lindholm): uma tira da aponeurose dobrada sobre a sutura.

O que os estudos mostraram. Nas rupturas agudas, o reforço não reduziu a taxa de re-ruptura em comparação com a sutura simples bem feita. Ele aumenta o tempo cirúrgico, a dissecção e as complicações da ferida. Por isso, o reforço não é recomendado de rotina na lesão aguda.

Onde o reforço tem lugar. Nas rupturas crônicas (negligenciadas) e nas re-rupturas, com falha do tendão, usam-se reconstruções: avanço em V-Y do gastrocnêmio, retalho de rotação do gastrocnêmio ou transferência do flexor longo do hálux (a mais usada hoje).

A reabilitação moderna. Seja qual for o tratamento, a mobilização precoce e a carga precoce com órtese melhoram os resultados. Com protocolos funcionais, a diferença de re-ruptura entre o tratamento cirúrgico e o não cirúrgico ficou pequena.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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