Na coalizão óssea talocalcânea medial, com deformidade fixa do retropé em valgo de até 15 graus, o tratamento indicado é a artrodese talonavicular.
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Conceito-chave
A decisão depende da articulação subtalar inteira. Na coalizão talocalcânea sintomática, deve-se avaliar extensão da ponte, cartilagem da faceta posterior, valgo do calcâneo e artrose associada. Após falha de tratamento conservador, uma ponte limitada e ausência de degeneração podem permitir ressecção, às vezes associada à correção do valgo. Critérios clássicos apontam melhores resultados com comprometimento inferior a metade da faceta posterior e valgo menor que cerca de 16 graus.
Artrodese talonavicular isolada não trata automaticamente a ponte subtalar. Quando a coalizão é grande, o retropé é rígido ou já há artrose, procedimentos de fusão podem ser indicados, sobretudo artrodese subtalar ou, em doença extensa, artrodese tripla. Escolher uma fusão talonavicular apenas por haver coalizão medial e valgo de até 15 graus ignora a articulação efetivamente comprometida.
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