Na coalizão talocalcânea, o pé é menos rígido e mais plano do que na coalizão calcaneonavicular.
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Conceito-chave
A coalizão tarsal. É uma união anormal entre dois ossos do tarso, que pode ser óssea (sinostose), cartilaginosa (sincondrose) ou fibrosa (sindesmose). É congênita, por falha da segmentação do mesênquima, mas costuma dar sintomas só na adolescência, quando a união ossifica e o pé perde a mobilidade. Pode ser bilateral em cerca de metade dos casos.
As duas coalizões mais comuns.
| Característica | Calcaneonavicular | Talocalcânea |
|---|---|---|
| Idade dos sintomas | 8 a 12 anos | 12 a 16 anos |
| Local | Processo anterior do calcâneo ao navicular | Faceta média da subtalar (sustentáculo do tálus) |
| Radiografia | Oblíqua a 45°: sinal do "nariz de tamanduá" | Difícil na radiografia: sinal do "C" (Lateur), bico talar; tomografia |
| Rigidez da subtalar | Moderada | Maior |
| Pé plano | Presente | Mais acentuado |
O pé plano rígido espástico. A coalizão leva a um pé plano rígido: o arco não se forma ao ficar na ponta dos pés, e o retropé não varia ao teste de Jack. Há espasmo dos fibulares, que mantêm o pé em valgo e eversão (o antigo "pé plano espástico fibular"). A dor aparece após atividades e entorses repetidas.
Por que a talocalcânea é mais rígida. Ela acomete diretamente a articulação subtalar, na faceta média, que é o principal local da inversão e da eversão do pé. A calcaneonavicular une ossos vizinhos à subtalar, mas não bloqueia tão diretamente esse movimento. Por isso, a coalizão talocalcânea costuma produzir um pé mais rígido e mais plano.
Por que a afirmação está errada. Ela diz o contrário: que o pé na coalizão talocalcânea seria menos rígido e menos plano. Na verdade, é mais rígido e mais plano que na calcaneonavicular.
O tratamento.
- Conservador primeiro: imobilização gessada por algumas semanas, palmilhas, anti-inflamatórios.
- Ressecção da coalizão com interposição (gordura ou músculo extensor curto dos dedos na calcaneonavicular; gordura na talocalcânea), quando a dor persiste.
- Coalizões talocalcâneas grandes (mais de 50% da faceta posterior) ou com artrose: artrodese (subtalar ou tríplice) ou osteotomias para corrigir o valgo.
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