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Questão de Pé diabético e neuroartropatia de Charcot (TARO 2009)

Pé e tornozeloPé diabético e neuroartropatia de CharcotTARO 2009

No pé diabético, segundo a classificação de WAGNER, a osteomielite está presente a partir do grau

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Conceito-chave

Classificação de Wagner das úlceras do pé diabético. É simples e muito usada para descrever a profundidade da lesão e a presença de infecção profunda ou gangrena.

GrauDescrição
0Pé de risco, sem úlcera (deformidades, calos, pré-ulceração)
1Úlcera superficial, sem infecção
2Úlcera profunda, atingindo tendão, cápsula ou osso, sem abscesso ou osteomielite
3Úlcera profunda com abscesso, osteomielite ou artrite séptica
4Gangrena localizada (dedos, antepé)
5Gangrena extensa de todo o pé

Como suspeitar de osteomielite.

  • Teste do toque ósseo (probe-to-bone): tocar o osso com uma sonda estéril pela úlcera tem alto valor preditivo para osteomielite.
  • Úlcera de mais de 2 cm, de longa duração, com VHS elevada (acima de 70 mm/h).
  • Imagem: radiografia (alterações tardias), ressonância (a mais útil).
  • Confirmação: biópsia óssea com cultura, que orienta o antibiótico.

Tratamento conforme o grau.

  • 0: educação, calçados e palmilhas adequados.
  • 1 e 2: desbridamento, alívio de carga (gesso de contato total), controle glicêmico.
  • 3: drenagem do abscesso, ressecção do osso infectado, antibiótico guiado pela cultura óssea.
  • 4 e 5: avaliação vascular, revascularização e amputações.

Limitação de Wagner. Não avalia separadamente a isquemia e a infecção. A classificação da Universidade do Texas acrescenta estágios de infecção e isquemia, com melhor valor prognóstico.

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