No pé diabético, segundo a classificação de WAGNER, a osteomielite está presente a partir do grau
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Conceito-chave
Classificação de Wagner das úlceras do pé diabético. É simples e muito usada para descrever a profundidade da lesão e a presença de infecção profunda ou gangrena.
| Grau | Descrição |
|---|---|
| 0 | Pé de risco, sem úlcera (deformidades, calos, pré-ulceração) |
| 1 | Úlcera superficial, sem infecção |
| 2 | Úlcera profunda, atingindo tendão, cápsula ou osso, sem abscesso ou osteomielite |
| 3 | Úlcera profunda com abscesso, osteomielite ou artrite séptica |
| 4 | Gangrena localizada (dedos, antepé) |
| 5 | Gangrena extensa de todo o pé |
Como suspeitar de osteomielite.
- Teste do toque ósseo (probe-to-bone): tocar o osso com uma sonda estéril pela úlcera tem alto valor preditivo para osteomielite.
- Úlcera de mais de 2 cm, de longa duração, com VHS elevada (acima de 70 mm/h).
- Imagem: radiografia (alterações tardias), ressonância (a mais útil).
- Confirmação: biópsia óssea com cultura, que orienta o antibiótico.
Tratamento conforme o grau.
- 0: educação, calçados e palmilhas adequados.
- 1 e 2: desbridamento, alívio de carga (gesso de contato total), controle glicêmico.
- 3: drenagem do abscesso, ressecção do osso infectado, antibiótico guiado pela cultura óssea.
- 4 e 5: avaliação vascular, revascularização e amputações.
Limitação de Wagner. Não avalia separadamente a isquemia e a infecção. A classificação da Universidade do Texas acrescenta estágios de infecção e isquemia, com melhor valor prognóstico.
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