No pé acometido por artropatia de CHARCOT, a deformidade primária é
- a flexão plantar do tálus.
- o varo do retropé.
- o eqüino do calcâneo.
- a abdução do antepé.
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Conceito-chave
Artropatia de Charcot no pé. É uma artropatia destrutiva em pé com neuropatia sensitiva (hoje, quase sempre diabética). A combinação de perda da sensibilidade protetora, disfunção autonômica (aumento do fluxo e reabsorção óssea) e trauma repetido leva a fraturas, luxações e colapso, muitas vezes com pouca dor.
Fases de Eichenholtz.
| Fase | Achados |
|---|---|
| 0 (prodrômica) | Pé quente, edemaciado, radiografia normal, edema ósseo na ressonância |
| I (fragmentação) | Pé quente e vermelho, fragmentação e luxações |
| II (coalescência) | Diminui o calor, reabsorção de fragmentos, esclerose |
| III (consolidação) | Pé frio, deformidade estável |
A deformidade mais típica. O local mais acometido é o mediopé (articulações de Lisfranc e de Chopart). O colapso faz o tálus fletir plantarmente, a cabeça do tálus e o cuboide descem, o arco longitudinal se inverte e surge o pé em mata-borrão (rocker bottom). Com o tálus em flexão plantar e o colapso, o antepé tende secundariamente à abdução e o retropé pode ir para valgo; o tendão de Aquiles encurtado acentua a carga no mediopé.
Por que importa. A proeminência plantar no ápice do colapso é o local de úlcera, porta de entrada para osteomielite e amputação.
Tratamento. Na fase aguda, imobilização com gesso de contato total e retirada de carga até a fase de consolidação. Depois, calçado e órtese sob medida. Cirurgia: exostectomia da proeminência plantar, alongamento do Aquiles, artrodese e realinhamento em deformidades instáveis ou não acomodáveis.
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