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Questão de Coalizões tarsais (TARO 2013)

Pé e tornozeloCoalizões tarsaisTARO 2013

A coalizão tarsal apresenta bilateralidade em

  1. 10% dos casos.
  2. 20% dos casos.
  3. 30% dos casos.
  4. 50% dos casos.
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Gabarito: D · 50% dos casos.

Conceito-chave

A coalizão tarsal é uma ponte anormal, presente desde o nascimento, entre dois ossos do retropé ou do mediopé. Ela surge porque, durante a formação do pé no embrião, esses ossos não se separaram completamente. Há casos familiares, com herança genética.

As duas formas mais comuns:

calcaneonavicular: entre o processo anterior do calcâneo e o navicular. Dá sintomas entre 8 e 12 anos;

talocalcânea: entre o tálus e o calcâneo, geralmente na faceta média da subtalar. Dá sintomas entre 12 e 16 anos.

Um dado importante é que a coalizão é bilateral em cerca de metade dos casos. Algumas referências citam proporção um pouco maior para a forma calcaneonavicular.

Consequência prática: ao diagnosticar uma coalizão num pé, é preciso examinar o outro, mesmo que ele não doa. Muitas vezes se faz a tomografia dos dois lados.

O quadro clínico típico é um pé plano rígido que dói, com espasmo dos tendões fibulares e entorses de repetição. O calcanhar fica em valgo e não inverte quando o paciente sobe na ponta dos pés.

Na prova: a coalizão tarsal é bilateral em cerca de 50% dos casos.

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