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Questão de Coalizões tarsais (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Pé e tornozeloCoalizões tarsaisENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo masculino, 15 anos de idade, relata dor indefinida na parte dorsolateral do pé direito, centrada no seio do tarso, com dificuldade para deambular em superfícies irregulares e, ocasionalmente, apresenta claudicação dolorosa. Após avaliação clínica e por imagens, o diagnostico firmado foi de coalizão calcaneonavicular. Em relação a essa afecção, é correto afirmar que

  1. apesar de presente desde o nascimento, a barra calcaneonavicular não se ossifica até os 4 a 6 anos de idade.
  2. a formação de bico na margem articular dorsal do tálus, comum na coalizão calcaneonavicular, e incomum na coalizão talocalcaneana.
  3. o posicionamento em varo do retro pé e perda do arco longitudinal estão presentes em adolescentes sintomáticos em graus variáveis.
  4. em adolescentes e adultos, a protuberância da tuberosidade anterior do calcâneo pode ser confundida com uma coalizão calcaneonavicular incompleta.
  5. a barra ocorre do processo posterior do calcâneo, medial à face anterior, dorsal e medialmente à superfície extra-articular medial e dorsal do navicular.
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Gabarito: D · em adolescentes e adultos, a protuberância da tuberosidade anterior do calcâneo pode ser confundida com uma coalizão calcaneonavicular incompleta.

Conceito-chave

A coalizão calcaneonavicular é uma ponte congênita entre o processo anterior do calcâneo (a ponta da frente do calcâneo) e o navicular. A criança já nasce com ela, mas no início a ponte é de tecido fibroso ou cartilagem. Ela ossifica entre cerca de 8 e 12 anos, e é aí que o movimento entre os ossos trava e os sintomas aparecem.

O quadro do enunciado é típico: um adolescente com dor mal definida na região do seio do tarso (uma depressão na frente e do lado de fora do tornozelo), dificuldade em terrenos irregulares e episódios de mancar. No exame, costuma haver um pé plano valgo rígido, com espasmo dos tendões fibulares e pouca mobilidade da subtalar.

Imagem: a radiografia oblíqua a 45° é a melhor para ver a barra. No perfil, o processo anterior do calcâneo aparece alongado em direção ao navicular, formando o sinal do "nariz de tamanduá".

A armadilha da alternativa correta: com o crescimento, o processo anterior do calcâneo (a tuberosidade anterior) fica mais proeminente. Em adolescentes e adultos, essa saliência normal pode se projetar em direção ao navicular e imitar uma coalizão calcaneonavicular incompleta na radiografia. A incidência oblíqua ou a tomografia esclarecem.

Para comparação, a coalizão talocalcânea ossifica mais tarde (12 a 16 anos), é melhor vista na tomografia e é a que mais se associa ao bico talar (uma saliência na parte de cima da cabeça do tálus) e ao sinal do C.

Tratamento: gesso e palmilha. Se falhar, retira-se a barra e interpõe-se gordura ou um músculo (o extensor curto dos dedos) no espaço, para ela não se refazer.

Na prova: em adolescentes e adultos, a tuberosidade anterior proeminente do calcâneo pode imitar uma coalizão calcaneonavicular incompleta.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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