Qual é a articulação mais frequentemente envolvida na artropatia de Charcot?
- subtalar
- talonavicular
- tarsometatarsal
- calcaneocuboidea
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Conceito-chave
A artropatia de Charcot (neuroartropatia) é a destruição de ossos e articulações num pé sem sensibilidade, principalmente no diabético com neuropatia. Sem dor para avisar, o paciente continua pisando sobre o pé lesado, e a inflamação intensa desmonta o esqueleto do pé.
A doença passa por fases (classificação de Eichenholtz): primeiro a fragmentação, com o pé quente e inchado; depois a coalescência, em que a inflamação diminui; por fim a consolidação, com o pé frio e a deformidade fixa.
O local acometido é descrito pela classificação de Brodsky:
Tipo 1, o mais comum (a maioria dos casos): o mediopé, nas articulações tarsometatarsais (Lisfranc) e entre o navicular e os cuneiformes.
Tipo 2: o retropé (subtalar, talonavicular e calcaneocuboide).
Tipo 3A: o tornozelo, menos comum e com pior prognóstico.
Tipo 3B: o arrancamento da tuberosidade do calcâneo pelo tendão de Aquiles, raro.
Por que o mediopé é o mais acometido? É o ponto entre o retropé e o antepé que concentra mais estresse a cada passo. Na fase aguda, o osso está com muito sangue e pouco mineral, e é ali que ele cede. O arco desaba e se inverte, formando o pé em mata-borrão, com uma saliência óssea na planta que pode ulcerar.
O tratamento inicial é tirar a carga do pé com um gesso de contato total, até a fase de coalescência. A cirurgia fica para instabilidade, deformidade importante ou úlcera que não cicatriza.
Na prova: a articulação mais acometida no Charcot é a tarsometatarsal.
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