No reparo cirúrgico do tendão calcâneo, devem ser respeitados os múltiplos vasos do mesotendão situados na superfície tendinosa:
- medial
- lateral
- anterior
- posterior
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Conceito-chave
O tendão de Aquiles (tendão calcâneo) não tem uma bainha sinovial verdadeira, como os tendões que fazem curvas atrás dos maléolos. Ele é envolvido por uma camada fina de tecido chamada paratendão, que permite o deslizamento e leva o sangue até ele.
O sangue chega ao tendão principalmente por meio do mesotendão, uma lâmina de tecido com múltiplos pequenos vasos que liga o paratendão ao tendão e entra pela sua face anterior, a face profunda, voltada para o tornozelo. Há também contribuições menores nas extremidades: perto do músculo, em cima, e perto da inserção no calcâneo, embaixo.
Entre cerca de 2 e 6 cm acima da inserção fica a região com menos vasos. É ali que o tendão mais degenera e onde ocorre a maioria das rupturas.
O que isso muda na cirurgia de reparo:
a face anterior e o paratendão devem ser preservados. Dissecar essa face tiraria o sangue justamente da região que precisa cicatrizar;
a incisão costuma ser posteromedial, porque assim evita o nervo sural, que corre pela face lateral junto com a veia safena parva;
a pele atrás do tornozelo é fina e cicatriza mal, por isso o cirurgião evita descolar retalhos e fecha o paratendão com cuidado. Problemas de ferida são uma complicação frequente dessa cirurgia.
Resumo das faces do tendão: anterior, os vasos do mesotendão; posterior, pele fina; lateral, nervo sural e veia safena parva; medial, a via de acesso mais segura.
Na prova: os vasos do mesotendão entram pela face anterior do tendão de Aquiles.
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