O componente mais forte do complexo do ligamento deltoide é o:

- tibionavicular
- tibiocalcâneo
- tibiotalar anterior
- tibiotalar posterior
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Conceito-chave
O deltoide são duas camadas com trabalhos diferentes. O ligamento colateral medial do tornozelo nasce no maléolo medial, mas não é uma faixa única. A camada superficial sai do colículo anterior e se abre em leque para o tálus, o navicular e o sustentáculo do calcâneo. A camada profunda é intra-articular e vai do colículo posterior (e do sulco entre os colículos) até a cúpula do tálus.
Qual é o mais forte e por quê. O Rockwood (10ª ed., cap. 65) considera o deltoide profundo, o tibiotalar posterior profundo, o freio do tálus contra o desvio lateral e a rotação. Por ser curto, espesso e ir direto ao tálus, ele é o componente mais forte do complexo. A consequência prática: com ele e a sindesmose rotos, o tálus desliza para fora no estresse, e é isso que separa a fratura estável da instável no lado medial.
Os três estabilizadores. O capítulo resume a estabilidade estática do tornozelo em complexo medial, complexo lateral e sindesmose; dois dos três precisam estar íntegros. Ele lembra também que os músculos que cruzam o tornozelo dão boa parte da estabilidade na marcha, por isso os números de cadáver devem ser lidos com cautela.
Na prova: o mais forte do deltoide é o tibiotalar posterior (profundo); tibionavicular e tibiocalcâneo são feixes do leque superficial.
A figura que acompanha esta questão no acervo é uma dissecção da perna e não ajuda a responder; a pergunta se resolve pela anatomia das duas camadas. No resumo de tornozelo, a seção do deltoide e dos ligamentos laterais traz o desenho de cada camada.
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