Na artroplastia do tornozelo, as fraturas que ocorrem mais frequentemente no intraoperatório são as
- Do tálus.
- Do maléolo medial.
- Do maléolo posterior.
- Da metáfise distal da tíbia.
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Conceito-chave
Na artroplastia total do tornozelo, o cirurgião faz cortes na tíbia e no tálus para encaixar os componentes da prótese. Durante esse processo, a complicação mecânica mais frequente é a fratura do maléolo medial.
Por que o maléolo medial?
o corte da tíbia chega muito perto do canto de dentro da tíbia distal;
entre a superfície cortada e a parede externa do maléolo medial sobra um pilar de osso fino;
a força usada para impactar o componente e a osteopenia (osso enfraquecido), comum nesses pacientes, completam o risco.
Por que isso importa? As próteses de tornozelo são pouco constritas: as peças não se travam uma na outra. Quem mantém o tálus centrado são os maléolos e os ligamentos. Uma fratura do maléolo medial com desvio compromete essa estabilidade e o alinhamento da prótese. Muitas dessas fraturas, porém, são sem desvio e só aparecem na radiografia depois da cirurgia.
Como prevenir:
passar um fio metálico profilático no maléolo medial antes de fazer os cortes, para reforçá-lo;
posicionar bem os guias de corte, sem ultrapassar o limite medial;
se a fratura acontecer, fixá-la na hora, geralmente com parafusos.
As outras regiões citadas também podem fraturar, mas com menos frequência: o tálus é preparado e pode quebrar, sobretudo com osso de má qualidade; o maléolo posterior fica fora da zona de corte; e a metáfise da tíbia é larga e resistente.
Na prova: a fratura intraoperatória mais comum na artroplastia do tornozelo é a do maléolo medial.
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