No procedimento de Chevron distal para correção do hálux valgo moderado, cada 1 mm de desvio lateral da cabeça metatarsal corrige cerca de:
- 1 grau do ângulo intermetatarsal.
- 3 graus do ângulo intermetatarsal.
- 1 grau do ângulo metatarsofalângico.
- 3 graus do ângulo metatarsofalângico.
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Conceito-chave
A osteotomia de Chevron é uma das técnicas mais usadas para o hálux valgo leve a moderado. O cirurgião faz um corte em forma de V perto da cabeça do 1º metatarso e desliza a cabeça para fora (lateral). Com isso, aproxima a cabeça do 1º metatarso do 2º e reduz o ângulo intermetatarsal (o ângulo entre os eixos do 1º e do 2º metatarsos).
Existe uma regra prática para planejar a correção: cada 1 mm de deslocamento lateral da cabeça corrige cerca de 1° do ângulo intermetatarsal.
Essa regra também explica o limite da técnica. Não é seguro deslizar a cabeça mais do que uma fração da largura do osso (algo em torno de um terço a metade), senão o contato entre os fragmentos fica pequeno demais e a consolidação fica em risco. No adulto, isso dá poucos milímetros, o que corresponde a poucos graus de correção. Por isso o Chevron é indicado para deformidades leves a moderadas. Nas maiores, o cirurgião precisa de um corte mais longo no meio do osso (como o Scarf) ou na base do metatarso.
O ângulo entre o metatarso e a falange (ângulo do hálux valgo) também melhora depois da cirurgia, mas como consequência do realinhamento e do equilíbrio das partes moles. A regra de 1 mm por grau se refere ao ângulo intermetatarsal.
Para comparação, na osteotomia de Akin, feita na falange do dedão, cada milímetro de cunha retirada corrige vários graus, porque a falange é um osso curto.
Na prova: no Chevron, cada 1 mm de deslocamento lateral corrige cerca de 1° do ângulo intermetatarsal.
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