No tratamento do hálux rígido, a posição da artrodese metatarsofalângica deve ser de:
- 0 a 5° de valgo e 30° de dorsiflexão em relação ao solo.
- 5 a 10° de valgo e 15° de dorsiflexão em relação ao solo.
- 5 a 10° de valgo e 30° de dorsiflexão em relação ao solo.
- 15 a 20° de valgo e 15° de dorsiflexão em relação ao solo.
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Conceito-chave
A artrodese (fusão) da articulação metatarsofalângica do dedão é o tratamento mais confiável para o hálux rígido avançado. Como o dedão vai ficar parado para sempre, a posição em que ele é fixado decide se o paciente vai andar bem e usar calçados sem dor. São três parâmetros:
Dorsiflexão (o dedão levantado): em relação ao chão, cerca de 10° a 15°. A mesma posição, medida em relação ao eixo do 1º metatarso (que já é inclinado para baixo), corresponde a cerca de 20° a 30°. Por isso é tão importante saber qual referência a questão usa. Aqui, o enunciado diz explicitamente "em relação ao solo".
Na cirurgia, um teste prático ajuda: com uma superfície plana apoiada na sola do pé, simulando o chão, a polpa do dedão deve ficar a poucos milímetros dela.
Valgo (o dedão levemente desviado para fora): o dedão não deve ficar totalmente reto. Um pouco de valgo evita que ele fique afastado demais dos outros dedos e facilita o uso de calçados, sem chegar a encostar no segundo dedo. As faixas descritas variam entre as fontes.
Rotação: neutra. Se o dedo ficar girado (pronado), o paciente passa a apoiar na borda da unha.
Os erros de posição têm consequências: com pouca dorsiflexão, a ponta do dedo bate no chão e a articulação da ponta (interfalângica) se desgasta; com dorsiflexão demais, o dedo atrita no sapato e a carga passa para a cabeça do metatarso.
Na prova: artrodese da MTF do hálux com cerca de 15° de dorsiflexão em relação ao solo e valgo, segundo o gabarito, de 15° a 20°.
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