Na técnica de GRICE para o pé plano valgo paralítico, o enxerto deve ser posicionado com o pé em
- varo.
- neutro.
- flexão dorsal.
- flexão plantar.
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Conceito-chave
O pé plano valgo paralítico aparece em crianças com doenças neurológicas, como a poliomielite, a paralisia cerebral e a mielomeningocele. Os músculos que sustentam o arco ficam fracos ou desequilibrados, e o calcanhar cai em valgo (para fora). Como a criança ainda está crescendo, o cirurgião quer estabilizar o retropé sem estragar as articulações nem a cartilagem de crescimento.
A operação de Grice resolve isso de forma engenhosa. É uma artrodese subtalar extra-articular: em vez de abrir a articulação subtalar e retirar a cartilagem, o cirurgião coloca um enxerto ósseo (um pedaço de osso, por exemplo da tíbia ou da fíbula) dentro do seio do tarso, um espaço em forma de túnel entre o tálus e o calcâneo, do lado de fora do pé. O enxerto funciona como um calço, impedindo que o calcâneo volte a cair em valgo, e com o tempo se funde aos dois ossos.
Em que posição fixar o enxerto? Com o pé em discreto varo, ou seja, um pouco além da posição neutra. O motivo é que a correção sempre perde um pouco com o apoio e com a remodelação do osso. Se o cirurgião terminar exatamente no neutro, o pé tende a voltar a um valgo residual, que é a causa mais comum de falha. Mas também não se deve exagerar: um varo excessivo deixa o pé rígido e sobrecarrega a borda lateral.
Hoje existem alternativas, como a osteotomia de alongamento do calcâneo (Evans ou Mosca) e a fusão da subtalar por dentro da articulação em crianças maiores.
Na prova: na técnica de Grice, o enxerto é posicionado com o pé em discreto varo.
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