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Questão de Pé diabético e neuroartropatia de Charcot (TARO 2010)

Pé e tornozeloPé diabético e neuroartropatia de CharcotTARO 2010

Na artropatia de CHARCOT envolvendo o pé, a articulação mais comumente acometida é a

  1. subtalar.
  2. talonavicular.
  3. calcaneocuboidea.
  4. tarsometatarsal.
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Gabarito: D · tarsometatarsal.

Conceito-chave

A artropatia de Charcot (ou artropatia neuropática) destrói os ossos e as articulações de um pé sem sensibilidade, quase sempre no diabético. Ao classificar o local afetado (classificação de Brodsky), fica claro que a doença tem uma região preferida: o mediopé.

Tipo 1 de Brodsky, o mais comum: o mediopé, nas articulações tarsometatarsais (Lisfranc) e entre o navicular e os cuneiformes. Essa região faz a transição entre o retropé e o antepé e recebe grande estresse a cada passo. O arco desaba e a sola fica convexa, no pé em mata-borrão. Uma saliência óssea na planta, geralmente embaixo do cuboide ou do cuneiforme medial, recebe pressão e forma úlcera.

Tipo 2: o retropé (subtalar, talonavicular e calcaneocuboide). Costuma deixar o pé instável.

Tipo 3A: o tornozelo. É menos frequente, mas muito instável e grave.

Tipo 3B: o arrancamento da tuberosidade do calcâneo pela força do tendão de Aquiles.

Quando a cirurgia é necessária, ela segue a região:

no mediopé, retirar a saliência óssea que causa a úlcera ou fundir as articulações do mediopé;

no retropé, a tríplice artrodese;

no tornozelo, a fusão do tornozelo e da subtalar com uma haste que entra pelo calcâneo;

na tuberosidade do calcâneo, a fixação do fragmento.

Na prova: no pé, o Charcot acomete mais a articulação tarsometatarsal.

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