Orto Questões

Questão de Pé diabético e neuroartropatia de Charcot (TARO 2011)

Pé e tornozeloPé diabético e neuroartropatia de CharcotTARO 2011

Na artropatia de CHARCOT, a articulação mais comumente envolvida é a

  1. subtalar
  2. talonavicular.
  3. tarsometatarsal.
  4. calcaneocuboídea.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: C · tarsometatarsal.

Conceito-chave

A artropatia de Charcot é a destruição de ossos e articulações num pé que perdeu a sensibilidade, quase sempre no diabético com neuropatia. A doença pode acometer várias regiões do pé, mas tem uma preferência clara.

A região mais acometida é o mediopé, nas articulações tarsometatarsais (o conjunto chamado articulação de Lisfranc, onde os metatarsos se encaixam nos cuneiformes e no cuboide). Na classificação anatômica de Brodsky, isso é o tipo 1, que responde pela maioria dos casos.

Por que o mediopé? Ele é o ponto de transição entre o retropé e o antepé e recebe grande estresse a cada passo. Num osso enfraquecido pela doença, é ali que a estrutura cede primeiro.

O que acontece: o arco desaba e chega a se inverter. A sola fica convexa, arredondada para baixo, no chamado pé em mata-borrão (rocker-bottom). Os ossos do mediopé fazem uma saliência na planta do pé, que recebe pressão a cada passo e acaba formando uma úlcera. Essa úlcera, se infectar, é o caminho mais comum para a amputação.

Os outros tipos de Brodsky:

tipo 2: retropé (articulações subtalar, talonavicular e calcaneocuboide);

tipo 3A: tornozelo, menos frequente e de pior prognóstico;

tipo 3B: fratura com arrancamento da tuberosidade do calcâneo, onde se prende o Aquiles.

Na prova: no Charcot, a articulação mais acometida é a tarsometatarsal.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo