Na ruptura completa do tendão do calcâneo, o teste de THOMPSON é
- positivo quando não há flexão plantar do tornozelo.
- negativo quando não há flexão plantar do tornozelo.
- positivo quando há flexão dorsal do tornozelo.
- negativo quando há flexão dorsal do tornozelo.
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Conceito-chave
O teste de Thompson (também chamado de teste de Simmonds) é a forma mais simples e confiável de examinar o tendão de Aquiles quando se suspeita de ruptura.
Como se faz: o paciente fica deitado de barriga para baixo, com os pés para fora da maca. O examinador aperta a panturrilha.
O que se espera:
com o tendão íntegro, apertar o músculo puxa o tendão, que puxa o calcanhar, e o pé faz flexão plantar (aponta para baixo);
com o tendão rompido, a força não chega ao calcâneo e o pé não se move.
Aqui está a armadilha da questão. Em semiologia, um teste positivo é um teste que mostra a doença. No Thompson, a doença (a ruptura) se mostra pela ausência de movimento. Então, o teste é positivo quando não há flexão plantar. Parece contraintuitivo, porque "positivo" corresponde a "nada acontece".
Outros recursos ajudam no diagnóstico:
o teste de Matles: com o paciente de barriga para baixo e os joelhos dobrados a 90°, o pé normal fica levemente apontado para baixo; o pé com o tendão rompido cai para uma posição mais neutra;
a palpação de um vazio (gap) no trajeto do tendão;
a ultrassonografia e a ressonância, nos casos duvidosos ou antigos.
Um cuidado importante: o paciente com o Aquiles rompido muitas vezes ainda consegue fazer flexão plantar ativa, usando outros músculos (os flexores dos dedos, o tibial posterior e os fibulares). Por isso, mexer o pé para baixo não exclui a ruptura.
Na prova: Thompson positivo é a ausência de flexão plantar ao apertar a panturrilha.
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