No pé cavo decorrente da doença de CHARCOT-MARIE-TOOTH, o antepé encontra-se
- normal e pronado.
- normal e supinado.
- em equino e pronado.
- em equino e supinado.
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Conceito-chave
A doença de Charcot-Marie-Tooth é a principal causa neurológica de pé cavo. Para responder à questão, é preciso descrever o antepé em relação ao retropé, em dois sentidos diferentes.
No plano de perfil (para cima e para baixo): no pé cavo, o antepé todo está apontado para baixo em relação ao retropé. Isso se chama equino do antepé. É exatamente esse "dobrar para baixo" da frente do pé que levanta o arco e cria o cavo. Note que equino aqui se refere ao antepé, e não ao tornozelo.
Na rotação (vista de frente): o fibular longo, que continua forte na doença, puxa a cabeça do 1º metatarso para baixo, enquanto o tibial anterior, que a levantaria, está fraco. Com a cabeça do 1º metatarso mais baixa que a do 5º, o antepé gira com a borda medial para baixo. Esse giro é a pronação do antepé (também chamada de antepé valgo).
Portanto, o antepé está em equino e pronado.
Essa pronação tem uma consequência importante: quando o paciente apoia o pé no chão, o 1º metatarso baixo toca o solo primeiro e obriga o calcanhar a ir para varo. Por isso o pé do Charcot-Marie-Tooth é um cavovaro. O teste de Coleman neutraliza esse efeito, deixando o 1º metatarso pender fora de um bloco para ver se o calcanhar se corrige.
Também ajudam a montar o quadro os pequenos músculos do pé (os intrínsecos), que enfraquecem e deixam os dedos em garra.
Na prova: no cavo do Charcot-Marie-Tooth, o antepé está em equino e pronado.
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