A fascite plantar caracteriza-se por dor na face medial da tuberosidade do calcâneo
- de início tardio.
- noturna, que melhora no amanhecer.
- associada à dor na borda lateral do pé.
- associada à dor na cabeça medial do músculo gastrocnêmio.
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Conceito-chave
A fascite plantar é a causa mais comum de dor embaixo do calcanhar no adulto. A dor fica na face medial da tuberosidade do calcâneo, onde nasce a fáscia plantar, e tem um padrão típico: é pior nos primeiros passos da manhã ou depois de ficar sentado um tempo, melhora quando a pessoa "aquece" o pé andando alguns minutos e volta a piorar depois de muito tempo em pé.
O achado mais associado a ela é o encurtamento da panturrilha, principalmente do músculo gastrocnêmio. A lógica é a seguinte:
- com o gastrocnêmio curto, o tornozelo não consegue levantar o pé (fazer dorsiflexão) o suficiente durante a marcha;
- o pé compensa "cedendo" no mediopé, que se achata a cada passo;
- esse achatamento estica a fáscia plantar repetidamente, sobrecarregando a sua origem no calcâneo.
Por isso, a questão associa a fascite à dor na cabeça medial do gastrocnêmio, um sinal desse músculo tenso e encurtado.
Na prática, isso significa duas coisas. Primeiro, todo paciente com fascite deve ser examinado com o teste de Silfverskiöld, que mostra se o encurtamento é só do gastrocnêmio. Segundo, o alongamento da panturrilha é um dos pilares do tratamento. Nos casos que não melhoram, pode-se alongar cirurgicamente o gastrocnêmio.
Sinais que não combinam com fascite e devem fazer pensar em outras doenças:
dor noturna: tumor, infecção ou dor de origem nervosa;
dor na borda lateral do pé: problemas no 5º metatarso, nos tendões fibulares ou na compressão de um ramo nervoso.
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