No tratamento cirúrgico do hálux rígido com queilectomia, é necessária uma dorsiflexão intraoperatória de no mínimo
- 15°
- 30°
- 50°
- 70°
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Conceito-chave
O hálux rígido é a artrose da articulação metatarsofalângica (MTF) do dedão. Nas fases iniciais, o problema principal é um bico de osso (osteófito) que cresce na parte de cima da cabeça do 1º metatarso. Quando a pessoa levanta o dedão, a falange bate nesse bico e o movimento trava, com dor.
A queilectomia é a cirurgia que remove esse obstáculo. O cirurgião retira o osteófito e uma parte da porção de cima da cabeça do metatarso (em geral algo em torno de um quarto a um terço dela). Com isso, a falange volta a ter espaço para subir.
Como saber, durante a cirurgia, se foi retirado osso suficiente? Ainda na mesa, o cirurgião levanta passivamente o dedão e mede a dorsiflexão obtida. A meta é chegar a pelo menos 70°. Alguns autores pedem ainda mais.
Por que 70°? Na marcha normal, no momento em que o pé sai do chão, o dedão precisa de cerca de 60° de dorsiflexão. Além disso, depois da cirurgia sempre se perde parte do movimento por causa da cicatriz e da fibrose. Ganhar um pouco mais do que o necessário na mesa compensa essa perda.
Se mesmo depois de retirar o osteófito o dedão não chega a esse arco, provavelmente a artrose é difusa, ou seja, a cartilagem está gasta em toda a articulação, e não apenas na parte de cima. Nesses casos, a queilectomia tende a falhar e a artrodese (fusão) passa a ser a melhor opção.
A queilectomia funciona melhor nos graus iniciais da classificação de Coughlin e Shurnas. Quando há dor no meio do arco de movimento (grau 4), o resultado costuma ser ruim.
Na prova: na queilectomia, a meta intraoperatória é dorsiflexão de pelo menos 70°.
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