A camptodactilia caracteriza-se mais comumente como uma deformidade em flexão do dedo mínimo na articulação
- metacarpofalangiana.
- interfalangiana proximal.
- interfalangiana distal.
- interfalangiana proximal e na distal.
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Conceito-chave
A camptodactilia é uma contratura em flexão de um dedo da mão, presente desde a infância. A palavra vem do grego e significa "dedo dobrado".
Onde: a flexão acontece na articulação interfalângica proximal (IFP), a do meio do dedo. Quase sempre acomete o dedo mínimo e é frequentemente bilateral.
Como é: o dedo fica dobrado e não estica por completo, mas não dói e não tem rotação.
Por que acontece: há um desequilíbrio entre as estruturas que dobram e as que esticam o dedo. Com frequência se encontra uma inserção anômala de um pequeno músculo da mão (o lumbrical) ou do tendão flexor superficial dos dedos.
Quando aparece: em dois momentos principais: no primeiro ano de vida, sem diferença entre meninos e meninas, e na adolescência, com predomínio feminino.
Tratamento: na maioria dos casos, conservador, com alongamentos e órteses que vão esticando o dedo aos poucos. Funciona melhor nas contraturas menores. A cirurgia tem resultados imprevisíveis e fica para os casos graves.
Vale diferenciar de outras condições dos dedos:
clinodactilia: o dedo é torto para o lado, e não dobrado. Costuma ser no dedo mínimo, por uma falange com formato de trapézio;
dedo em malho: a flexão é na interfalângica distal, a da ponta;
deformidade em botoeira: a IFP fica dobrada e a interfalângica distal fica esticada demais, por lesão de um tendão extensor;
dedo em gatilho: o dedo trava ao dobrar e esticar, por desproporção entre o tendão e a polia que o segura.
Na prova: camptodactilia é a flexão da interfalângica proximal do dedo mínimo.
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