Nas deformidades dos dedos dos pés, o “dedo em garra” diferencia-se do “dedo em martelo” por apresentar:
- rigidez articular.
- calosidade dorsal.
- flexão da interfalangeana distal.
- extensão da metatarsofalangeana.
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Conceito-chave
Os dedos menores do pé (do segundo ao quinto) têm três articulações:
metatarsofalângica (MTF), na base do dedo;
interfalângica proximal (IFP), no meio;
interfalângica distal (IFD), perto da ponta.
As deformidades recebem nomes diferentes conforme a posição de cada articulação:
Dedo em martelo: a principal alteração é a flexão da IFP, com o meio do dedo dobrado para baixo. A IFD fica neutra ou esticada. A MTF pode estar normal ou levemente esticada.
Dedo em garra: a MTF fica em hiperextensão (a base do dedo sobe), e as duas interfalângicas ficam flexionadas, tanto a IFP quanto a IFD.
Dedo em malho: só a IFD está flexionada, com a ponta do dedo dobrada.
O detalhe que separa garra de martelo é a IFD: na garra ela está flexionada; no martelo, não.
As causas também costumam ser diferentes. O dedo em martelo é geralmente um problema local, de um dedo só (por exemplo, um segundo dedo mais longo num sapato apertado). O dedo em garra é tipicamente de vários dedos e dos dois pés, e sugere uma doença neurológica ou um desequilíbrio dos músculos do pé, como na doença de Charcot-Marie-Tooth, no diabetes ou na artrite reumatoide.
Tanto o martelo quanto a garra podem ser flexíveis ou rígidos, e ambos podem causar calos no dorso da IFP, pelo atrito com o sapato.
Na prova: o dedo em garra se diferencia do martelo pela flexão da interfalângica distal.
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