A artropatia de CHARCOT é:
- uma artropatia metabólica.
- um processo neurodegenerativo.
- decorrente de microtraumas de repetição.
- decorrente de uma alteração vascular periférica.
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Conceito-chave
A artropatia de Charcot é a destruição progressiva de uma articulação que perdeu a sensibilidade. É por isso que ela também é chamada de artropatia neuropática: a condição indispensável para ela existir é a neuropatia, uma doença dos nervos.
Duas teorias explicam como a neuropatia leva à destruição, e elas se completam:
Teoria neurotraumática: sem sensibilidade para dor e sem percepção da posição da articulação, a pessoa continua pisando sobre pequenas fraturas e lesões sem perceber. Esses microtraumas repetidos vão destruindo a articulação.
Teoria neurovascular: a neuropatia também afeta os nervos que controlam os vasos sanguíneos (o sistema nervoso autônomo). Abrem-se comunicações entre artérias e veias, o fluxo de sangue no osso aumenta muito e as células que reabsorvem osso (os osteoclastos) ficam mais ativas. O osso fica fraco e se fragmenta com facilidade.
Várias doenças podem causar Charcot, e todas têm em comum a perda da inervação:
o diabetes, hoje a causa mais comum, que acomete principalmente o pé e o tornozelo;
a sífilis terciária (tabes dorsalis), que afeta mais o joelho e o quadril;
a siringomielia (uma cavidade dentro da medula), que afeta mais o ombro e o cotovelo;
a hanseníase, o alcoolismo, a insensibilidade congênita à dor e a lesão medular.
Então, o microtrauma é o mecanismo pelo qual a destruição acontece, e o aumento do fluxo de sangue é uma consequência da neuropatia. A natureza da doença é neurológica, e é isso que a questão chama de "processo neurodegenerativo".
Na prova: a artropatia de Charcot é um processo de origem neurológica.
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