No teste dos blocos de COLEMAN utilizado para avaliação do pé cavo, o que ocorre quando a deformidade é flexível e onde deverá ser a correção da mesma
- queda do primeiro raio / retropé.
- queda do primeiro raio / antepé.
- elevação do primeiro raio / retropé.
- elevação do primeiro raio / antepé.
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Conceito-chave
No pé cavovaro, o calcanhar fica virado para dentro (varo). A pergunta que o cirurgião precisa responder é: esse varo é causa ou consequência? Muitas vezes, o problema principal está no antepé: o 1º metatarso está apontado para baixo (primeiro raio plantifletido). Quando o pé apoia no chão, essa cabeça do 1º metatarso, mais baixa, toca o solo primeiro e empurra o pé, que gira e leva o calcanhar para varo.
O teste dos blocos de Coleman separa essas duas situações.
Como se faz: o paciente fica em pé com um bloco de madeira de alguns centímetros embaixo do calcanhar e da borda lateral do pé. O 1º raio fica fora do bloco, livre para cair em direção ao chão. Assim, o 1º metatarso baixo deixa de interferir no apoio.
Interpretação:
se o varo do calcanhar corrige: o retropé é flexível. O varo era só consequência do 1º raio baixo. A correção deve ser feita no antepé, por exemplo com uma osteotomia que levanta a base do 1º metatarso, a transferência do fibular longo para o fibular curto (o fibular longo é o tendão que puxa o 1º metatarso para baixo) e a liberação da fáscia plantar;
se o varo não corrige: o retropé já está rígido. Além do antepé, é preciso corrigir o calcanhar com uma osteotomia do calcâneo ou, em casos avançados, com artrodese.
Na prova: no Coleman de uma deformidade flexível, o 1º raio cai e a correção é feita no antepé.
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