Nas lesões do tálus de acordo com a classificação por BERNDT e HARTY, a melhor opção para o estágio I é
- conservador.
- perfuração óssea.
- ressecção do fragmento.
- perfuração óssea e fixação do fragmento.
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Conceito-chave
As lesões osteocondrais do tálus acometem a cartilagem da cúpula do tálus e o osso logo abaixo dela (o osso subcondral). Costumam surgir depois de entorses ou traumas do tornozelo e causam dor profunda, inchaço e às vezes travamento.
A classificação de Berndt e Harty é a mais clássica e se baseia na radiografia. Ela descreve a lesão conforme o fragmento vai se soltando:
Estágio I: apenas uma pequena área de compressão do osso subcondral. A cartilagem está íntegra e não há fragmento separado. Muitas vezes a radiografia é normal e a lesão só aparece na ressonância.
Estágio II: o fragmento está parcialmente destacado.
Estágio III: o fragmento está completamente destacado, mas ainda no lugar.
Estágio IV: o fragmento está solto e deslocado dentro da articulação.
No estágio I, como a cartilagem está inteira e não há fragmento, o tratamento é conservador: diminuir a carga, imobilizar por algumas semanas e depois reabilitar. A chance de a lesão melhorar é boa.
A cirurgia é reservada para os estágios mais avançados ou para quem não melhora com o tratamento conservador. As opções dependem do tamanho e do tipo da lesão: retirar o fragmento e estimular a formação de nova cartilagem com pequenas perfurações no osso (microfratura), fixar um fragmento grande e saudável no lugar, ou transplantar cartilagem e osso nas lesões maiores.
Na prova: Berndt e Harty estágio I se trata de forma conservadora.
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